Chefe da NSA nega espionagem nas redes sociais
Ação da agência de espionagem virou polêmica após divulgações de Edward Snowden
Internacional|Do R7
O chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), general Keith Alexander, declarou nesta quarta-feira (2) que o serviço secreto de inteligência não coleta dados dos americanos que utilizam as redes sociais e classificou qualquer informação nesse sentido de equivocada.
Em audiência no Senado, Alexander disse que a matéria publicada no jornal The New York Times "pulou para a conclusão de que isso é o que se fazia aos americanos, mas não é correto".
Diante do Comitê Judiciário, Alexander afirmou que a NSA está sob exame minucioso do público, após as revelações das amplas campanhas de monitoramento para coletar dados dos americanos. Segundo o diretor da NSA, a agência utiliza as redes sociais apenas quando acompanha "alguém que é parte de uma investigação terrorista".
— O fato de que estamos aí fora mapeando a atividade dos americanos nas redes sociais é absolutamente falsa. O que fazemos é ir atrás de uma pessoa que faz parte de uma investigação terrorista, ou algo similar.
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Alexander disse também que a agência pode usar as redes sociais para "enriquecer" as informações que possa ter sobre um suspeito de terrorismo.
— Não temos o Facebook e outros acessos dessa gente aqui nos Estados Unidos. Teria de vir da parte estrangeira.
Se a investigação levar a uma conexão americana, então, explica Alexander, "irá de novo para o FBI".
— Estamos buscando o vínculo estrangeiro aqui, não a parte americana.
No domingo, o New York Times informou que a NSA criou a partir de 2010 sofisticados gráficos das conexões sociais de alguns americanos, nas quais é possível identificar seus amigos, localização e outras informações pessoais. O jornal citou novos documentos vazados por Snowden e entrevistou algumas autoridades.
O painel do Senado convocou a audiência para considerar o uso da inteligência das redes sociais sob a Lei de Vigilância de Inteligência Externa (Fisa, na sigla em inglês), à luz das revelações feitas nos últimos meses.
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