Chefe do Exército diz que "é mais honrado morrer que ver o Egito ameaçado"
Internacional|Do R7
Cairo, 3 jul (EFE).- O chefe das Forças Armadas egípcias, Abdel Fatah al Sisi, disse nesta quarta-feira (data local) que, para os militares, "é mais honrado morrer que ver o povo egípcio sentir-se aterrorizado ou ameaçado", em sua primeira reação ao discurso à nação do presidente Mohammed Mursi. Em comunicado intitulado "As horas finais" e divulgado através da página das Forças Armadas no Facebook, Al Sisi jura que o Exército "sacrificará seu sangue pelo Egito e seu povo diante de cada terrorista, extremista ou ignorante". O breve comunicado de Al Sisi, publicado também através da agência oficial "Mena", evidencia assim a deterioração da situação e a insatisfação dos generais com a oferta de diálogo lançada por Mursi em seu discurso. Em pronunciamento televisado esta noite, Mursi defendeu sua legitimidade e se recusou a renunciar a seu cargo, às vésperas de que amanhã expire o prazo do ultimato lançado pelo exército para que o presidente "atenda as reivindicações do povo", em aparente alusão à convocação de eleições antecipadas. Além disso, o presidente islamita, eleito há um ano, pediu às Forças Armadas que retirem sua advertência e rejeitou submeter-se a "qualquer ditado interno ou externo". Na opinião de Mursi, o país enfrenta o "desafio dos seguidores do antigo regime" de Hosni Mubarak, que "querem manipular a ira dos jovens". EFE er/rsd











