Chefe do Pentágono adverte sobre risco de proliferação de armas químicas
Internacional|Do R7
Washington, 3 set (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, afirmou nesta terça-feira no Senado que um ataque militar contra a Síria não representa uma busca por soluções para os problemas relacionados ao conflito civil no país, mas uma resposta ao uso de armas químicas e sua eventual proliferação. O suposto uso de armas químicas por parte do regime sírio em agosto é "um ataque contra a humanidade, uma séria ameaça aos interesses de segurança nacional dos EUA e de nossos aliados mais próximos", disse Hagel na primeira audiência do Congresso sobre o pedido do presidente Barack Obama de autorização do uso da força contra a Síria. "As armas químicas não diferenciam combatentes e civis inocentes", acrescentou o secretário de Defesa, ao advertir que grupos terroristas no Oriente Médio como Hezbollah poderiam adquirir e utilizar armas químicas, facilitando a proliferação do armamento de destruição em massa. "Nossa recusa a atuar minaria a credibilidade dos outros compromissos dos EUA pela segurança, incluindo nosso compromisso de impedir que o Irã adquira uma arma nuclear", advertiu Hagel durante a audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado. Hagel destacou a importância que o Congresso realize um debate e faça as "perguntas difíceis" antes de comprometer o uso da força militar dos EUA na Síria. "Também estamos comprometidos para fazer mais para ajudar a oposição síria. Mas (o presidente sírio, Bashar al) Assad tem que prestar contas pelo uso destas armas desafiando a comunidade internacional", disse. Embora a Administração Obama tenha insistido em várias ocasiões em que o ataque militar seria uma operação "limitada", na mesma audiência o secretário de Estado, John Kerry, afirmou que todas as opções devem permanecer sobre a mesa. Nesse sentido, o chefe do Estado-Maior Conjunto americano, o general Martin Dempsey, afirmou que, apesar de a solicitação do governo ser para responder o ataque com armas químicas de 21 de agosto contra a população civil, a Administração Obama não descarta retornar ao Congresso para analisar o apoio à "oposição moderada" na Síria. EFE mp/rsd











