Chefes de Estado de todo o mundo se despedem de Chávez
Internacional|Do R7
José Luis Paniagua. Caracas, 8 mar (EFE).- Chefes de Estado e de Governo de todo o mundo se despediram nesta sexta-feira do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em cerimônia na qual tiveram grande protagonismo e na qual inclusive fizeram guarda de honra ao redor do caixão do líder sul-americano. Os presidentes se sucederam em guardas - quatro no total - durante vários minutos em um dos primeiros períodos do funeral que aconteceu após a morte, na última terça-feira, do homem que comandava a Venezuela desde 1999. A primeira guarda de honra foi feita pelos presidentes de Cuba, Raúl Castro; Chile, Sebastián Piñera; Costa Rica, Laura Chinchilla; Bolívia, Evo Morales; Nicarágua, Daniel Ortega, e Equador, Rafael Correa. A segunda, pelos presidentes Juan Manuel Santos (Colômbia), Danilo Medina (República Dominicana), Mauricio Funes (El Salvador), Otto Pérez Molina (Guatemala) e Porfirio Lobo (Honduras). Posteriormente o fizeram Portia Miller Simpson, primeira-ministra da Jamaica, e os presidentes Enrique Peña Nieto (México), Ricardo Martinelli (Panamá), Ollanta Humala (Peru) e José Mujica (Uruguai), além do príncipe Felipe de Bourbon, da Espanha. Já a quarta guarda foi integrada por Aleksandr Lukashenko, presidente de Belarus, e Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, que se despediu de Chávez tocando o caixão e fazendo um gesto com o punho. Posteriormente houve outros grupos, entre eles alguns integrados por músicos e atletas, entre eles o diretor de orquestras Gustavo Dudamel, o medalhista de ouro olímpico na esgrima Rubén Limardo e o piloto de Fórmula 1 Pastor Maldonado. Após ser a primeira líder estrangeira a chegar ao país, na quarta-feira, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, voltou ontem a seu país e não foi à cerimônia de seu amigo e parceiro político de seu governo. Quem também não esteve presente foi a presidente Dilma Rousseff, que esteve ontem por algumas horas em Caracas para assistir ao velório e retornou ao Brasil para cumprir a agenda prevista para hoje. O funeral teve um lado curioso. Nele foi possível ver juntos polêmicos líderes como Aleksandr Lukashenko, de Belarus; Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, e Mahmoud Ahmadinejad, do Irã. O presidente iraniano, por sinal, destacou que o falecido colega venezuelano "não é uma pessoa física", mas "um plano" para salvar a humanidade. "Ele foi uma personalidade histórica e mundial (...), um movimento humano. Chávez não é uma pessoa física, é uma cultura, é um caminho, é um plano para salvar a humanidade", declarou o líder iraniano à imprensa estatal. Em igual tom, os líderes da América Latina não pouparam elogios àquele que foi um dos maiores precursores dos mecanismos de integração regional. "Chávez ficou encarnado em seu povo e nos povos da América Latina e do Caribe e nos povos do mundo", disse à Agência Efe o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. O boliviano Evo Morales declarou que "a melhor homenagem" que os governantes e seguidores do falecido líder da Venezuela lhe podem fazer é seguir o caminho que ele "deixou traçado". "Ele nos traçou caminhos, e nossa obrigação é continuar neles", ressaltou. Visivelmente comovido, o equatoriano Rafael Correa lembrou que o próprio Chávez sempre repetia que "ninguém deve ser imprescindível" nas lutas dos povos, ressaltando a importância destes. Uma vez finalizada a cerimônia, os presidentes começaram a retornar a seus países, embora alguns, como Correa, permanecerão para assistir hoje à posse de Nicolás Maduro como presidente encarregado. EFE jlp/id (fotos)











