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China afirma serem infundadas as acusações de Trump de interferência eleitoral

Presidente dos EUA afirmou que o país asiático interferiu nas eleições de 2020 dos Estados Unidos

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou as acusações de Donald Trump sobre interferência eleitoral, classificando-as como difamação.
  • Trump alegou que a China interferiu na eleição de 2020, apesar de uma avaliação de 2021 da inteligência dos EUA não ter encontrado evidências disso.
  • O porta-voz chinês, Lin Jian, afirmou que a China não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e acusou os EUA de vigilância global.
  • O governo Trump anunciou restrições a vistos para jornalistas estrangeiros, o que a China considera uma violação de entendimentos prévios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

China pediu que Washington 'pare com a difamação injustificada' Evan Vucci/Pool/Reuters

O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou, nesta sexta-feira (17), as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de interferência eleitoral por parte do país, classificando-as como uma tentativa deliberada de difamar Pequim.

As declarações ocorreram após Trump afirmar, em pronunciamento em horário nobre na quinta-feira (16), que a China interferiu na eleição de 2020, retomando críticas à segurança do processo eleitoral apesar de uma avaliação da inteligência dos EUA, de 2021, que não encontrou evidências de interferência chinesa.

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Em entrevista coletiva regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, disse que a China “não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez”, reiterando que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países.

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Lin afirmou que alegações semelhantes já foram repetidamente consideradas infundadas e acusou os EUA de interferirem nos assuntos internos de outras nações e de realizarem vigilância global indiscriminada.

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Ele pediu que Washington “pare com a difamação injustificada contra a China, pare de transformar a China em tema de suas eleições e aja de forma mais favorável às relações China-EUA”.

Enquanto isso, o governo Trump afirmou que reduzirá a duração de vistos para jornalistas estrangeiros, limitando a permanência permitida de repórteres chineses a 90 dias e estabelecendo um teto de 240 dias para vistos de outras nacionalidades.

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Ainda na coletiva, Lin disse que as mudanças violam diretamente os três entendimentos sobre temas de mídia alcançados entre China e EUA em 2021 e pediu que Washington retire imediatamente as políticas discriminatórias.

“A China se reserva o direito de adotar contramedidas recíprocas”, disse Lin.

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