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China diz que não tem informações sobre caso Snowden

Internacional|Do R7

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Pequim, 13 jun (EFE).- O governo da China afirmou nesta quinta-feira que não tem informações sobre o caso do ex-técnico da CIA Edward Snowden, escondido em Hong Kong após revelar a existência de um programa de espionagem em massa na internet por parte dos Estados Unidos. Em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, respondeu por várias vezes que "infelizmente" não tinha informações sobre o assunto. Hua afirmou que a China é uma das principais vítimas dos ciberataques e pediu cooperação internacional para lutar contra este problema. "A cibersegurança é um assunto internacional, muitos países enfrentam esse problema. Deve ser abordado pela comunidade internacional em uníssono e deveria se melhorar a cooperação sobre a questão", pediu porta-voz. "A China se opõe a todo tipo de pirataria e de ataques cibernéticos", afirmou. Em entrevista concedida ao jornal de Hong Kong "South China Morning Post", Snowden afirmou que o governo dos EUA realizou ataques cibernéticos contra a China e a ex-colônia britânica durante anos. O paradeiro do ex-técnico da CIA é desconhecido no enclave autônomo. Snowden disse ao jornal que quer permanecer em Hong Kong e lutar contra qualquer solicitação de extradição por parte dos EUA. A ilha tem um tratado de extratidação com os Estados Unidos, mas até o momento o governo americano não apresentou acusações contra o antigo analista da Agência Nacional de Segurança (NSA). Na entrevista, Snowden afirmou que a "NSA realizou mais de 61.000 operações de ciberataques globais, com centenas de objetivos em Hong Kong e na China". Entre eles, Snowdem apontou a espionagem da Universidade China de Hong Kong, assim como funcionários, estudantes e homens de negócios da ilha. Snowdem também garante que tem documentos que comprovam operações contra alvos na China continental. "Atacamos a espinha dorsal das redes, que nos dão acesso às comunicações de centenas de milhares de computadores sem precisar ir de um a um", disse. EFE mv/dk

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