China mantém Zhou como presidente do BC
Internacional|Do R7
PEQUIM, 16 Mar (Reuters) - A China manteve no sábado Zhou Xiaochuan como presidente do banco central do país em um esforço para acelerar reformas baseadas no mercado, necessárias para sustentar o crescimento de longo prazo na segunda maior economia do mundo, e para assegurar a continuidade da política econômica em meio às incertezas globais.
A manutenção de Zhou, uma peça-chave por trás da liberalização financeira da China, sinaliza o esforço de Pequim em colocar o crescimento econômico em bases mais sustentáveis.
"Ao manter o senhor Zhou como presidente do banco central, os novos líderes sinalizam que endossam o que o senhor Zhou alcançou e desejam que a China continue suas reformas financeiras", disse Ting Lu, economista para a China no Bank of America-Merrill Lynch em Hong Kong.
Zhou, que assumiu o comando do Banco do Povo da China em 2002, tem liderado a flexibilização das taxas de juros e abolido o câmbio atrelado ao dólar norte-americano, um passo para tornar o yuan uma moeda global.
O anúncio, que era bastante esperado, ocorreu no penúltimo dia da sessão anual do Parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo.
Não ficou claro por quanto tempo Zhou seguirá como presidente do banco central, mas uma fonte com ligações na liderança chinesa disse à Reuters no mês passado que ele era necessário para liderar a reforma na conta de capital.
Zhou será a pessoa que ficou por mais tempo como presidente do BC chinês desde que a República da China foi criada em 1949, e um dos que por mais tempo serviu como presidente de um BC em todo o mundo.
Analistas acreditam que o BC chinês quer tornar o yuan basicamente conversível até 2015.
No curto prazo, Zhou precisa controlar a inflação, que atingiu em fevereiro no acumulado em 12 meses o pico em 10 meses, ao mesmo tempo em que mantém a recuperação econômica nos trilhos.
(por Sui-Lee Wee e Kevin Yao)











