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China prende 5 suspeitos por incidente na Praça da Paz Celestial

Internacional|Do R7

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Por Megha Rajagopalan e Michael Martina

30 Out (Reuters) - A China anunciou nesta quarta-feira a prisão de cinco supostos militantes islâmicos suspeitos de envolvimento com um incidente que deixou cinco mortos nesta semana na Praça da Paz Celestial, em Pequim, no que a polícia disse ter sido um atentado terrorista.

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Cinco pessoas morreram na segunda-feira quando um utilitário esportivo atropelou pedestres e pegou fogo em seguida, num dos pontos mais movimentados e vigiados da capital chinesa.

A polícia disse que o motorista do veículo se chamava Usmen Hasan, nome que indica uma origem étnica uigur, um grupo islâmico que vive na província de Xinjiang, no extremo oeste chinês.

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A mulher e a mãe dele também estavam no carro e morreram. Pelo site Weibo, espécie de Twitter chinês, a polícia disse que dentro do veículo foram encontrados gasolina, facas e uma bandeira com "conteúdo extremista religioso".

Os outros dois mortos eram um chinês e uma filipina, ambos turistas em visita à praça, cenário de protestos ocasionais desde a repressão de 1989 a manifestações estudantis pró-democracia.

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Desde segunda-feira as autoridades já apontavam para suspeitas de que havia se tratado de um atentado, não de um acidente.

"A polícia identificou o incidente de segunda-feira na Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial) como um ataque terrorista violento, o qual foi cuidadosamente planejado, organizado e premeditado", disse a polícia no Weibo, acrescentando que os três ocupantes do veículo morreram depois de atearem fogo ao carro com gasolina.

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Pelo menos 38 pessoas ficaram feridas no incidente.

Dez horas depois, cinco pessoas ligadas ao caso foram detidas com ajuda do governo de Xinjiang, acrescentou a polícia. Todos os suspeitos, segundo a polícia, têm nomes que indicam origem uigur. A polícia disse ter apreendido bandeiras islâmicas e facas nos locais onde essas pessoas se hospedavam.

Dilxat Raxit, porta-voz do Congresso Mundial Uigur, principal organização desse grupo étnico no exílio, rejeitou a versão chinesa da história.

"Pequim sempre fez esse tipo de acusação, mas eles se recusam a tornar público o raciocínio por trás disso. Eles não vão tornar transparente a história por trás das acusações", afirmou.

Raxit disse temer que o incidente sirva como pretexto para "mais repressão aos uigures".

"Se um ataque for cometido por um chinês han (etnia majoritária no país) não é terrorismo, mas se um uigur comete, é", disse. "Pequim faz essas acusações a serviço de motivações ocultas."

O governo nega reprimir os uigures.

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