China tenta evitar que chuva piore situação em zona do terremoto
Internacional|Do R7
Pequim, 23 jul (EFE).- As equipes de resgate continuam nesta terça-feira com as tarefas de atendimento médico e mudança de desabrigados na área afetada pelo terremoto de 6,6 graus de magnitude na escala Ritcher, que deixou pelo menos 94 mortos na província chinesa de Gansu, perante a ameaça de fortes chuvas que podem piorar a situação. Os esforços se centram na evacuação de 226.700 pessoas afetadas pelo terromoto para assentamentos seguros, segundo autoridades locais. As primeiras investigações falam de 52 mil casas totalmente destruídas e 240 mil casas com graves danos na estrutura, um perigo potencial para os moradores da zona perante as previsões de chuva nos dois próximos dias. De fato, a região afetada, uma zona rural e muito montanhosa, já sofreu severas inundações nas últimas semanas que, se continuarem, poderão provocar deslizamento de terras que seriam letais para a população já muito castigada pelo terremoto. As autoridades locais anunciaram hoje a morte de cinco pessoas por conta do terremoto, cujos efeitos foram sentidos com maior intensidade nas comarcas de Minxian e Zhangxian, por isso que o número de falecidos está em 94 e o de feridos já supera mil, faltando contabilizar uma pessoa que segue desaparecida. Segundo apontaram vários afetados, as vítimas eram majoritariamente idosos e crianças que não conseguiram escapar de suas casas quando os imóveis vieram abaixo. Zhu Xueqiao, uma mulher que vive na cidade de Majiagou, perdeu três de seus netos, que dormiam quando ocorreu o terremoto, às 7h45 local (20h45, horário de Brasília). "Os adultos da família estavam no pátio e não conseguiram salvá-los", relatou a mulher ao jornal "China Daily". O epicentro do terremoto ocorreu na cidade de Dingxi, com quase 2,7 milhões de habitantes, a 20 quilômetros de profundidade. No entanto, a maioria das mortes ocorreu nas comarcas rurais localizadas ao sul da cidade, onde as construções são menos resistentes. Segundo o diretor do Escritório Sismológico de Gansu, Wang Lanmin, a maioria das casas que ficaram destruídas eram de adobe, por isso que não "resistiram a um terremoto com essas características". De fato, um dos habitantes do município de Meichuan, um dos mais afetados pelo terremoto, manifestou à agência oficial "Xinhua" que "todas as casas de adobe de seu povoado foram derrubadas". No entanto, várias casas que foram reconstruídas após um forte deslizamento de terra em maio do ano passado, que deixou 57 mortos na mesma comarca de Minxian, "sofreram danos muito menores", afirmou Wang. Após o ocorrido, Wang fez hoje uma chamada às autoridades para acelerar a construção de casas à prova de terremotos na província, uma zona de 20 milhões de pessoas, majoritariamente rural. O Governo chinês enviou ontem à zona 10 mil tendas de campanha e 30 mil lençóis, provisões que, segundo o vice-prefeito da cidade de Dingxi, "não são suficientes para atender os milhares de desabrigados". Neste sentido, a autoridade afirmou que são necessárias 14 mil tendas de campanha e 24 mil lençóis adicionais, além de comida, água potável, remédios e geradores elétricos para enviar às zonas mais afetadas. Nesta ocasião, e ao contrário do mortífero terremoto de Sichuan em 2008 - com mais de 90 mil mortos -, não foram registradas vítimas em escolas da zona devido às férias de verão. No entanto, 78 escolas sofreram danos de diversas gravidades, por isso que o Departamento de Educação provincial enviou funcionários para analisar o estado dos centros. O oeste da China é uma zona com frequente atividade sísmica devido a sua proximidade com as placas tectônicas Euroasiática e Índica. Em abril de 2010, um terremoto de 6,9 graus na província ocidental de Qinghai (planalto tibetano) deixou quase 2.700 mortos. EFE xf/ff










