Choques no Cairo deixam mais de 60 mortos, segundo islamitas
Internacional|Do R7
(Atualiza o número de mortos). Cairo, 16 ago (EFE).- Mais de 60 pessoas morreram nesta sexta-feira nos choques entre partidários e opositores do presidente deposto do Egito, Mohammed Mursi, no bairro de Ramsés, no centro do Cairo, informou a Irmandade Muçulmana. A Irmandade divulgou em seu site que há mais de 60 mortos em seus hospitais de campanha na região, número ainda não confirmado pelo governo, que fala em 17 mortes em todo o país. A confraria islâmica, grupo do qual Mursi pertencia até sua chegada à Presidência, denunciou que três helicópteros dispararam balas de borracha e gás lacrimogêneo contra os manifestantes em Ramsés. Uma fonte dos serviços de segurança disse à Agência Efe que pelo menos 15 pessoas morreram, entre elas vários policiais, e dezenas ficaram feridas após um ataque contra uma delegacia no bairro. A fonte responsabilizou membros da Irmandade Muçulmana pelo ataque contra a delegacia de Ezbeqiya, uma das principais da capital. Os islamitas teriam atirado contra a delegacia a partir da ponte 6 de Outubro e de um edifício em construção. A Irmandade Muçulmana rebateu acusando as forças do Ministério do Interior de dispararem contra os milhares de manifestantes islamitas reunidos em Ramsés, nos arredores da mesquita de Al Fattouh, e que a polícia teve o apoio de pistoleiros ("baltaguiya") para isso. Em Ramsés e na ponte 15 de Maio estão acontecendo choques entre partidários e críticos de Mursi. As forças da ordem dispararam gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A televisão egípcia disse que armas de fogo foram usadas nos enfrentamentos. Os choques de hoje começaram em vários pontos país depois que os islamitas foram às ruas após a oração muçulmana do meio-dia para protestar contra a operação policial da última quarta-feira para desmantelar dois de seus acampamentos de protesto no Cairo, o que provocou distúrbios com quase 600 mortos, segundo o governo. EFE aj-ssa/cd/rpr











