Logo R7.com
RecordPlus

Chuck Hagel, o novo secretário de Defesa de Obama

Internacional|Do R7

  • Google News

Elvira Palomo. Washington, 26 fev (EFE).- O ex-senador republicano Chuck Hagel, uma voz dissidente dentro de seu partido, veterano da Guerra do Vietnã e crítico à Guerra do Iraque, será um secretário de Defesa americano com experiência no campo de batalha e na arena política. Hagel, um moderado em política externa, terá que enfrentar uma série de desafios internacionais como a agitação no Oriente Médio, o desafio nuclear iraniano e a retirada completa do Afeganistão - e lidará com tudo isso com um ajustado orçamento. Aos 66 anos, é uma pessoa séria e reflexiva, aberta ao diálogo, que vê a guerra como a última opção, uma atitude que foi tachada de fraqueza e até mesmo covardia por seus opositores. Até agora era presidente do Atlantic Council, um centro de estudos especializado em segurança e defesa, e co-presidente do Comitê Assessor de Inteligência do presidente Barack Obama, com quem compartilha uma visão similar sobre o papel dos Estados Unidos no mundo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde lutou junto com seu irmão mais novo Tom e foi ferido em duas ocasiões, motivo pelo qual foi condecorado, passará à história como o primeiro soldado raso a chegar ao posto de secretário de Defesa. "Se alguma vez sair daqui e estiver em uma posição de influência política, farei tudo o que puder para evitar uma guerra inútil e sem sentido", declarou, ao descrever seus pensamentos quando salvou seu irmão, também ferido. Definido em sua biografia autorizada como "realista contundente" mais que como pacifista, Hagel foi um grande crítico de George W. Bush e da Guerra do Iraque, que em princípio aprovou, mas que posteriormente considerou "a inconveniência mais perigosa na política externa deste país desde o Vietnã". Senador por Nebraska entre 1996 e 2008, deixou a política para ser professor na Universidade de Georgetown. Como senador fez parte dos comitês de Relações Exteriores e de Inteligência. Embora seu histórico nas votações de políticas interiores lhe mostrem como um conservador, não conseguiu convencer alguns de seus antigos companheiros de partido, que se opuseram a sua nomeação até o final questionando seu compromisso com Israel e duvidando de sua firmeza na hora de evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear. O funcionário, que trabalhou em medidas para frear a proliferação nuclear, votou no passado contra sancionar o Irã e incluir a Guarda Revolucionária iraniana na lista de organizações terroristas, mas, segundo disse em sua audiência de confirmação, era um momento "diferente". Também foi duramente criticado pelas declarações que fez em 2006 nas quais disse que não se sentia intimidado pelo "lobby judeu", em referência ao grupo de pressão Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel (Aipac). Posteriormente se arrependeu dessas palavras e assegurou que deveria ter dito "lobby pró-Israel". Outros comentários no passado lhe custaram algum desgaste político, como quando em 1998 considerou que um diplomata abertamente homossexual não poderia representar com eficácia o país, algo do que mais tarde se retratou. Nascido em North Platte (Nebraska) em 1946, é o mais velho de quatro irmãos de uma humilde família com ascendência alemã e polonesa. Estudou no Instituto Brown de Rádio e Televisão em 1966, se alistou nas Forças Armadas para servir no Vietnã, entre 1967 e 1968, e retomou seus estudos na Universidade de Nebraska. Em 1971, Hagel passou a fazer parte do escritório do congressista republicano de Nebraska, John E. McCollister, onde serviu até 1977. Posteriormente, trabalhou como lobista para a companhia de pneus Firestone e em 1980 participou da campanha de Ronald Reagan. Com a Administração Reagan foi nomeado subdiretor da Administração para Assuntos dos Veteranos, posto no qual defendeu os programas para os veteranos e se opôs a cortes a estes planos. Antes de ser senador trabalhou no setor privado e nos anos 80 fundou a Vanguard Cellular Systems, Inc., uma bem-sucedida companhia de telefonia celular com a qual fez fortuna. Casado e com dois filhos, é autor do livro "America: Our Next Chapter" (2008), uma análise da situação dos Estados Unidos e dos desafios que enfrentam no século 21, e recebeu vários prêmios e doutorados "honoris causa". EFE elv/rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.