Chuvas deixam mais 5 mortos na Bolívia; 308 casas foram destruídas
Quase 15 mil famílias já foram afetadas pelas enchentes no país. Escolas e hospitais também foram atingidos
Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

As chuvas não param no verão boliviano e o total de mortos já chega a sete no país. Cinco pessoas morreram na cidade Tupiza, nesta quinta-feira (15). O rio de mesmo nome transbordou, causando o desmoronamento de algumas casas.
Quase 15 mil famílias já foram afetadas pelas enchentes dos rios e outras 308 tiveram suas casas destruídas pela força das águas.
A região norte da Bolívia é a mais afetada até agora e 126 cidades já decretaram situação de emergência em todo o país. As famílias que cultivam nessa região também foram afetadas, perdendo grande parte de suas colheitas.
No estado de La Paz, o nível do rio Palca também subiu muito e destruiu cerca de 60 casas. A cidade de Palca, que leva o nome do rio é uma das mais atingidas. Casas, escolas e até mesmo a ponte que dá acesso ao hospital da cidade foram destruídas pela chuva incessante.
A Assembleia estadual se reuniu e pediu para que o governador Félix Patzi decrete estado de emergência em todo estado, segundo informações do jornal boliviano La Razón.
A Defesa Civil acionou envio de 16 toneladas de produtos para ajuda humanitária na região. Os políticos locais, no entanto, pedem para que o governo federal envie máquinas que auxiliem na canalização do rio.
Enchente em La Paz irrita prefeito
La Paz, a capital do país, também está sofrendo com as enchentes. O prefeito da cidade, Luiz Revilla, acusou publicamente a empresa de saneamento do município, EPSAS, de ter aberto as comportas da represa sem aviso prévio, o que teria agravado a situação.
"Queremos fazer um chamado público à EPSAS, porque tentamos nos comunicar com eles e eles não atendem o telefone e eu digo isso porque, aparentemente, temos informações de ontem (14), as comportas da barragem teriam sido abertas porque anunciaram que estavam prestes a transbordar ", afirmou Revilla ao jornal La Razón.
A empresa utilizou as redes sociais para negar que houvesse aberto tais comportas.
