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Cidadãos da Suíça pedem que país não assine acordo com Mercosul

Iniciativa considera necessário que todos os países que fazem parte de tratado deixem claro que respeitarão normas ambientais e direitos humanos

Internacional|Da EFE

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Cidadãos pedem que Suíça não assine acordo
Cidadãos pedem que Suíça não assine acordo

Mais de 65 mil cidadãos assinaram, em menos de uma semana, um pedido pela internet exigindo que a Suíça não assine o acordo de livre-comércio fechado na sexta-feira (23) entre Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Livre-Comércio).

De acordo com a iniciativa, é preciso que todos os países que fazem parte deste acordo deixem claro que cumprirão com as normas ambientais e que respeitarão os direitos humanos.


"Não ao acordo de livre-comércio entre a Suíça e (o presidente do Brasil Jair) Bolsonaro, destruidor da Amazônia", diz o pedido, que se opõe ao acordo.

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O grupo de países da EFTA, considerado o nono ator comercial do mundo e do qual a Suíça faz parte junto com Noruega, Islândia e Liechtenstein, importa a cada ano desde o Mercosul produtos avaliados em US$ 3 bilhões.


No entanto, os incêndios que estão destruindo a Amazônia despertou uma onda de críticas ao acordo entre uma coalizão de grupos políticos e da sociedade civil.

A Coalizão Mercosul, que reúne organizações que militam a favor de países menos desenvolvidos, dos animais, dos agricultores locais e de uma federação de consumidores, insistiu que "os critérios a favor do bem-estar animal devem estar incluídos no acordo".


O Partido Verde informou que iniciará o procedimento para que o acordo seja submetido a um referendo.

Por sua vez, o Partido Social-Democrata anunciou que apoiará a realização do referendo se "não houver garantias no acordo de uma proteção eficaz à floresta tropical e dos agricultores que trabalham nos campos".

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