Cidade boliviana faz greve contra batismo de aeroporto como "Evo Morales"
O protesto começou durante a manhã para dar tempo dos habitantes se abastecerem nos mercados
Internacional|Do R7
A cidade boliviana de Oruro iniciou nesta segunda-feira (18) uma greve sem prazo definido, depois de outras três paralizações de 24, 48 e 72 horas, em rejeição a que seu novo aeroporto leve o nome do presidente Evo Morales, que deixou claro que não intervirá no conflito.
O protesto começou durante a manhã, para dar tempo dos habitantes se abastecerem nos mercados, explicou à Agência Efe por telefone a presidente do Comitê Cívico de Oruro, Sonia Saavedra, uma das idealizadoras da greve.
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Essa medida de força, que também conta com o apoio da COD (Central Operária Departamental), visa a exigir à Assembleia Legislativa regional, de maioria governista, a revogação de uma lei que "rebatizou" o terminal com o nome do presidente.
Inicialmente estava previsto que o aeroporto manteria o nome de Juan Mendoza em homenagem ao herói da aviação nacional e natural da cidade. Oruro já realizou greves nas últimas semanas contra a decisão, defendida pelos parlamentares e pelos setores sociais indígenas e camponeses leais a Morales.
Em declarações a Efe, o líder da COD, Vladimir Rodríguez, disse que o terminal foi construído com o dinheiro do Estado (e não de Morales) e que qualquer governo tem a obrigação de realizar obras para o progresso das regiões. "Para mudar o nome de alguma instituição deve-se consultar o povo, não que nos estejam impondo de forma ditatorial o que querem", questionou o sindicalista.
Evo Morales disse hoje em entrevista coletiva ter sido surpreendido pelo conflito que, segundo disse, é "um tema interno de Oruro" porque ele "nunca" pediu nem pede que ponham seu nome às obras que realiza.
"Eu não entendo esse problema do departamento de Oruro, será um problema, mas jamais vou a insinuar que nomeiem algum edifício, algum projeto como Evo Morales (...) Não sei que finalidade tem, talvez seja uma questão política, que eles decidam e não me incluam", declarou o presidente.
Morales acrescentou que cumpriu com o pedido de Oruro de contar com um aeroporto e pediu aos setores envolvidos que "resolvam entre eles" o conflito porque "não é um problema do presidente nem do governo".
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