Irã prefere manter soberania em Ormuz e deixar as negociações de lado; veja análise
‘Essa diplomacia de negociar e não levar a lugar nenhum é típica do Irã’, comenta especialista em estratégia
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que recebeu mensagens dos Estados Unidos, as quais mostram que o país quer continuar as negociações. Ainda assim, o político declarou que Teerã não confia em Washington e que só estará interessada em negociar se os norte-americanos demonstrarem seriedade.
“Essa diplomacia de negociar e não levar a lugar nenhum é típica do Irã. Eles fazem isso há anos e é o que eles estão fazendo agora”, analisou o especialista em estratégia e segurança, Ricardo Cabral, no Conexão Record News da sexta-feira (15). A estratégia serve para o país se rearmar com os aliados, segundo o analista, porém ela começa a irritar os outros agentes envolvidos no conflito.

Donald Trump já havia dito que “a paciência com o Irã está se esgotando”. De acordo com Cabral, a opinião de Benjamin Netanyahu é a mesma: “Israel [...] pretende atacar sozinho o Irã, mas não pretende resolver o problema ali do estreito de Ormuz. Vão atacar a infraestrutura industrial [...] e ficar ali por 5 a 10 anos, sem precisar fazer uma nova ação”.
Para o especialista, a principal prioridade do governo iraniano no momento é estabelecer soberania sobre o estreito de Ormuz, algo que vai contra os desejos dos aliados chineses, uma vez que pode inspirar outros canais importantes que dialogam com a economia do país. “Isso pode dar um problema, como o estreito de Malaca. Imagina se a Malásia cobra pedágio? 80% do comércio exterior chinês passa por ali”.
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