Coalizão centro-trabalhista supera partido de Netanyahu em pesquisa eleitoral
Internacional|Do R7
Jerusalém, 10 mar (EFE).- A aliança centro-trabalhista Campo Sionista, liderada por Isaac Herzog, está três pontos percentuais à frente do partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, faltando uma semana para as eleições gerais. A pesquisa publicada pelo canal do Knesset, o parlamento israelense, e divulgada pelo jornal "Ha'aretz", indica que a aliança de Herzog e Tzipi Livni, ex-ministra da Justiça e líder do partido Hatnuah, conseguirá 24 cadeiras, seguida de perto pelo Likud, com 21. Na terceira posição, com 14 cadeiras, está o Yesh Atid, do ex-ministro das Finanças Yaid Lapid, seguido pela Lista Árabe Unida, com 13, e pelo partido ultranacionalista de Naftali Bennett, Lar Judeu, com 12 cadeiras. Outras formações, como os sócio-liberais do Kalunu e os partidos ultra-ortodoxos Shas e Judaísmo Unido pela Torá obteriam representação na Câmara com nove, sete e seis parlamentares, respectivamente, à frente do extremista Yisrael Beiteinu, do ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, e do esquerdista Meretz, ambos com cinco cadeiras. Os dados, obtidos com uma amostra de mais de mil pessoas, trazem uma luz sobre os possíveis resultados das urnas, uma semana depois do polêmico discurso de Netanyahu no Congresso americano, que foi amplamente criticado e taxado de "eleitoreiro". No entanto, o Executivo israelense é liderado pelo candidato com mais capacidade para formar uma coalizão estável, e não o mais votado, o que poderia deixar a formação do governo nas mãos dos partidos menores. De acordo essa lógica, o "Ha'aretz" previu que Herzog poderia ter o apoio de 56 dos 120 parlamentares para formar o governo, enquanto Netanyahu conseguiria 55. O bloco centro-trabalhista teria como principais aliados o Yesh Atid, a Lista Árabe Unida e o Meretz, enquanto o primeiro-ministro poderia chegar ao seu terceiro mandato consecutivo pelas mãos de formações mais extremistas como Lar Judeu, Yisrael Beiteinu e os partidos religiosos. Diante dessa situação, o recém-criado grupo Kalunu, liderado pelo antigo ministro de Comunicações e Assuntos Sociais, Moshé Kahlon, um ex-membro do Likud, pode ser o fiel da balança para a formação do Executivo. EFE mss/rpr











