Coalizão de Merkel sofre pressão com saída de ministro conservador
Internacional|Do R7
BERLIM, 15 Fev (Reuters) - Os aliados conservadores da chanceler alemã, Angela Merkel, expressaram revolta com o Partido Social Democrata (SPD, na sigla em alemão), seu parceiro de governo, por ações que levaram à saída de um ministro, aprofundando preocupações sobre o futuro de sua "grande coalizão" de dois meses.
A demissão do ministro da Agricultura, Hans-Peter Friedrich, na sexta-feira, a mais recente de uma série de baixas no gabinete de Merkel, pode agravar as tensões na coalizão no momento em que o governo tenta levar adiante reformas complexas nas pensões e na energia renovável.
Horst Seehofer, líder da União Social Cristã (CSU, na sigla em alemão), ala arqui-conservadora dos democratas cristãos de Merkel, exigiu explicações dos social-democratas depois que Friedrich, membro da CSU, pediu demissão por conta das acusações de que vazou informações confidenciais.
A informação é resultado de uma investigação da promotoria a respeito de um parlamentar do SPD suspeito de possuir pornografia infantil. O parlamentar Sebastian Edathy negou as acusações.
A "grande coalizão" de governo de Merkel sofre grande pressão e pode até estar ameaçada se o escândalo minar a posição de Sigmar Gabriel, chairman do SPD, que recebeu uma dica sobre a investigação do próprio Friedrich em outubro.
O que começou como um pequeno escândalo doméstico sobre Edathy ganhou os contornos de uma tempestade política quando o SPD disse que Friedrich havia alertado Gabriel que Edathy poderia se tornar o alvo de uma investigação.
Isso pôs em questão se Friedrich passou a Gabriel, de maneira imprópria, uma informação confidencial sobre a iminente investigação, violando a lei. Gabriel disse que ele alertou outros dois líderes do SPD.
(Por Erik Kirschbaum)












