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Colômbia planeja indenizar 150 mil vítimas de conflito em 2013

Internacional|Do R7

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Bogotá, 28 fev (EFE).- A Unidade Administrativa Especial para a Reparação Integral às Vítimas do Governo da Colômbia planeja compensar cerca de 150 mil vítimas do conflito armado interno em 2013, depois de indenizar 157.840 pessoas em 2012, anunciou nesta quinta-feira a responsável desta entidade, Paula Gaviria. Paula fez o anúncio diante de jornalistas durante a entrega dos resultados do primeiro ano de vida desta unidade, que o governo colombiano criou de acordo com a Lei de Vítimas e Restituição de Terras, vigente desde 2012. "A meta para este ano em números é chegar a um total de 150 mil pessoas que sejam indenizadas. A ideia é conseguir que a reparação seja integral e vá além de um cheque", disse Paula. A entidade, que depende do Departamento de Proteção Social (DPS), focará na fase de reabilitação das vítimas este ano, pois segundo sua diretora, as feridas são "muito profundas". Além das compensações econômicas, a unidade oferecerá acompanhamento psicossocial e outro processo enfatizando a reabilitação das vítimas. "Estamos vinculando aos processos algumas vítimas que já tiveram a experiência e acompanharam outras vítimas", acrescentou. De fato, algumas das pessoas beneficiadas, que assistiram ao ato realizado nesta quinta-feira em Bogotá, compartilharam suas experiências e afirmaram que parte de sua recuperação é poder ajudar vizinhos que, assim como eles, sofreram os dramas de um conflito armado que já dura meio século. "Este vai ser o ano das reparações coletivas", anunciou Paula em alusão aos processos que reconhecem uma comunidade étnica - algumas tribos indígenas - e grupos profissionais - sindicalistas - como vítimas, que sofreram durante décadas a violência dos grupos armados ilegais. "Estamos convencidos que a paz se faz a partir das comunidades", afirmou a diretora da unidade. No plano coletivo, a Unidade de Vítimas trabalha pelas mãos da Unidade de Restituição de Terras, por isso que, uma vez que o governo entrega os títulos às vítimas da expropriação de terras, começa o processo de retorno do beneficiado e sua readaptação ao meio. "Este ano vamos retornar às comunidades de Mampuján e Las Brisas, que foram vítimas de assassinatos e expropriações por paramilitares" no ano 2000, adiantou a diretora da Unidade de Vítimas. Também comentou que, ao longo de 2013, as etnias indígenas Embera-chamí ( Risaralda e Chocó), Kitek Kiwe (Cauca), Awá (Nariño) e Jiw (San José del Guaviare) retornarão aos lugares dos quais foram expulsas. Nos próximos meses, a Unidade acompanhará o retorno de um povo indígena exilado em Maracaibo (Venezuela) ao município colombiano de Bahía Portete, no departamento La Guajira. A entidade prepara o primeiro censo de vítimas do conflito colombiano e, segundo os números preliminares, a violência afetou mais de 5 milhões de pessoas neste país. O reconhecimento e a indenização às vítimas é um ponto chave nas negociações da paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que desde o último mês de outubro estão imersos na terceira tentativa de acordos de paz. EFE agp/rpr

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