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Com novo presidente, Irã volta a atrair empresários e diplomatas estrangeiros

Mundo está de olho no imenso mercado iraniano, de 76 milhões de habitantes

Internacional|Do R7

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Rohani assumiu prometendo restabelecer relações com Ocidente
Rohani assumiu prometendo restabelecer relações com Ocidente

Seis meses após a posse do presidente moderado Hassan Rohani, várias delegações políticas e econômicas estrangeiras estão voltando a prestar atenção no Irã. Diante da expectativa de uma suspensão das sanções internacionais em breve, o objetivo desses diplomatas e empresários é retomar os laços com o país e fazer negócios.

Prova disso é a imponente delegação econômica francesa que chegou nesta segunda-feira (3) a Teerã, integrada por 107 pessoas, "a maior delegação econômica e comercial francesa e europeia" a chegar ao país, segundo a agência local Irna.


Os franceses — cuja viagem ao Irã foi organizada pela união patronal francesa Medef — foram precedidos nas últimas semanas por delegações procedentes da Itália, Alemanha, Áustria, Portugal ou Coreia do Sul. Ainda nesta semana, Teerã irá receber uma delegação sueca. Isso prova a importância do grande e promissor mercado iraniano, de 76 milhões de habitantes.

Em virtude de um acordo firmado em novembro em Genebra, uma parte das sanções econômicas contra o Irã foi suspensa, em troca de uma suspensão parcial das atividades nucleares iranianas.


O acordo, de seis meses de duração, entrou em vigor no dia 20 de janeiro e deve permitir resolver definitivamente a questão nuclear da República Islâmica.

"Entre os países da região, o Irã se beneficia paradoxalmente de uma notável estabilidade política" se o comparar com a Síria, Iraque ou Egito, afirma à AFP um analista iraniano que requer anonimato.


Apenas os países do Golfo são politicamente estáveis, mas as empresas estrangeiras já estão muito presentes neles.

Em dezembro, a ministra italiana das Relações Exteriores, Emma Bonino, foi a primeira autoridade europeia deste nível a retornar ao Irã, após vários anos de afastamento devido à política e, sobretudo, às intempestivas declarações do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad sobre Israel ou o Holocausto.


A visita, no final de janeiro, do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan foi uma das mais importantes para o Irã, e inequívoco sinal de aproximação, apesar das divergências sobre o conflito sírio. Os dois países expressaram sua vontade de elevar suas trocas comerciais até 30 bilhões de dólares em 2015.

O chefe da diplomacia sueca Carl Bildt deve chegar nesta segunda-feira a Teerã e seu homólogo polonês Radoslaw Sikorski fará sua viagem no final de fevereiro.

Além disso, ex-políticos, entre eles o ex-chefe da diplomacia britânica Jack Straw, o anterior secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, já viajaram a Teerã.

"A sucessão de visitas demonstra que o tabu das sanções desapareceu. Os Estados Unidos pressionavam as empresas, inclusive à margem do regime das sanções, para dissuadi-las de vir", afirma o analista político Amir Mohebian.

— Agora será muito difícil impedir o retorno [ao Irã] das empresas estrangeiras. Isso já é um sucesso para a diplomacia do presidente Rohani.

Muitos responsáveis consideram que uma normalização das relações entre Irã e Estados Unidos é uma perspectiva perfeitamente plausível.

"Rohani quer reduzir totalmente as tensões com o Ocidente e normalizar as relações", em especial com Washington, afirma Hosein Musavian, antigo colaborador do presidente na equipe de negociadores nucleares entre 2003 e 2005, e que retornou ao Irã após vários anos de exílio nos Estados Unidos.

"Mas os empresários não devem acreditar que o Irã é um país conquistado" alerta o analista Amir Mohebian.

— A França, que desempenhou um papel negativo nas negociações de Genebra por pressão dos lobbies árabes ou sionistas deve compreender que, com o retorno dos Estados Unidos, sua participação no mercado será reduzida automaticamente. E não deve reduzi-la mais devido a sua política.

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