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Com ruas cheias de cadáveres, filipinos se preparam para enterrar vítimas de tufão

Prefeito de Tacloban, a cidade mais afetada, diz que o cenário é de medo

Internacional|Do R7

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Muitas das vítimas ainda não foram identificadas
Muitas das vítimas ainda não foram identificadas

Vários corpos, muitos deles não identificados, devem ser enterrados nesta quinta-feira (14) em fossas comuns, uma tarefa sombria mas essencial para a cidade filipina de Tacloban, devastada pelo tufão Haiyan, onde os sobreviventes imploram por ajuda.

Quase uma semana depois da passagem do supertufão, que provocou milhares de mortes, quase 200 sacos mortuários estavam alinhados diante da prefeitura de Tacloban, capital da ilha de Leyte.


"Há muitos corpos em muitos lugares. Isto provoca medo", disse o prefeito Alfred Romualdez. O persistente odor da decomposição é sentido em toda a cidade, o que gera o temor de epidemias.

"Quando uma comunidade pede a retirada de cinco a 10 corpos, chegamos e vemos que são 40", disse Romualdez.


A prefeitura calcula que já recuperou quase 2.000 corpos. Estabelecer o balanço de vítimas do tufão é uma tarefa difícil.

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A ONU anunciou um balanço possível de 10 mil mortos apenas na cidade de Tacloban, mas o presidente filipino Benigno Aquino considerou a estimativa elevada e citou de "2.000 a 2.500 mortos".


O último balanço oficial provisório cita 2.357 mortos e 77 desaparecidos.

Em Tacloban as operações de recuperação dos corpos são organizadas aos poucos, mas as autoridades locais precisam de ajuda.

"Não posso utilizar um caminhão para recolher cadáveres pela manhã e utilizá-lo à tarde para distribuir ajuda", disse o prefeito Romualdez.

A ajuda aos sobreviventes deve ser intensificada, afirmou Valerie Amos, diretora de operações humanitárias da ONU, que considerou a situação "lúgubre".

— Os que conseguiram partir já o fizeram. Muitos outros tentam fazer o mesmo.

"As pessoas precisam desesperadamente de ajuda. Devemos conceder esta ajuda agora. Eles dizem que leva muito tempo para chegar. A prioridade imediata é garantir uma distribuição mais rápida", completou em Manila, um dia depois de ter visitado Tacloban.

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Milhares de sobreviventes, desesperados e furiosos com a lentidão da ajuda, tentaram na quarta-feira (13) embarcar nos raros voos disponíveis para fugir das áreas mais afetadas pelo tufão.

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