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Começa julgamento militar de autor de tiroteio em base militar nos EUA

Internacional|Do R7

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Washington, 6 ago (EFE).- O julgamento de Nidal Malik Hassan, comandante acusado de matar 13 pessoas na base de Fort Hood, nos Estados Unidos, em 2009, começou nesta terça-feira em uma corte marcial da base com fortes medidas de segurança. Hassan, de 42 anos, disse aos 13 membros do júri militar que as provas apresentadas durante o julgamento deixarão clara sua culpa. "Elas demonstrarão claramente que fui eu quem disparou", afirmou o acusado, que hoje estava em uma cadeira de rodas por estar paralisado da cintura para baixo devido a ter sido ferido no tiroteio. Pouco antes, o promotor militar encarregado do caso, coronel Steve Henricks, afirmou ao júri que Hassan escolheu deliberadamente a data do ataque, 5 de novembro de 2009, e que planejava "matar tantos soldados quantos pudesse". Hassan é acusado de matar 12 militares, um civil e de ferir outras 12 pessoas ao abrir fogo na base de Fort Hood. Ele enfrenta 13 acusações de assassinato premeditado e 32 acusações de tentativa de assassinato, e pode ser condenado à pena de morte. O acusado, que representará a si mesmo no julgamento, não negou em nenhum momento ter realizado o massacre. Em uma audiência prévia em junho, ele assegurou que lançou o ataque para proteger a liderança talibã no Afeganistão, especialmente seu líder, mulá Omar. A juíza militar Tara Osborn o proibiu de basear sua estratégia de defesa nesse argumento, por isso a estratégia de defesa no julgamento é desconhecida. Hassan já antecipou que chamará duas testemunhas a seu favor. Cerca de 30 pessoas que ficaram feridas no tiroteio, e outros que estavam no centro de formação de soldados da base, asseguram ter visto e escutado Hassan gritar "Allahu akbar!" ("Deus é grande" em árabe) e abrir fogo contra os militares. Se Hassan for condenado à morte, espera-se que passem décadas até a execução. Os Estados Unidos não executaram nenhum soldado ativo desde 1961, e há outros cinco militares condenados à morte na base de Fort Leavenworth (Kansas). Nos últimos anos, muitas sentenças de pena de morte a militares foram comutadas para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O começo do julgamento estava previsto para março de 2012, mas foi atrasado em várias ocasiões, principalmente por uma disputa em torno da barba que Hassan deixou crescer enquanto estava em custódia militar e o debate sobre o direito de barbeá-lo à força. O julgamento vai acontecer sob rígidas medidas de segurança, e Hassan será transferido todos os dias de helicóptero da prisão em que está detido até a corte marcial. EFE llb/cd/id

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