Comissão da Verdade investiga 44 mortes na ditadura arquivadas como suicídio
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 3 jun (EFE).- A Comissão da Verdade, que investiga violações aos direitos humanos cometidas no país entre 1946 e 1988, anunciou nesta segunda-feira que analisa 44 mortes arquivadas como suicídios pelo regime militar, supostamente para encobrir execuções praticadas pelo Estado. A lista de casos foi elaborada por peritos e investigadores, baseando-se em fotos dos corpos e laudos necroscópicos que contêm alguma contradição com a versão oficial das mortes. Todas as provas à disposição serão revisadas com novas tecnologias à disposição dos peritos, informou a assessoria da comissão. Um dos casos investigados é o do opositor Luiz Eurico Tejera Lisboa, que morreu em São Paulo em 1972 com um tiro na cabeça, enterrado com um nome falso e registrado pelas autoridades como suicídio. "Eurico Tejera foi 'suicidado'. Mataram ele. Ele não se suicidou coisa nenhuma", afirmou o coordenador do grupo de trabalho encarregado do caso, Claudio Fonteles, citado no comunicado. EFE mp/rsd













