Comissão do Senado italiano vota a favor da expulsão de Berlusconi
Internacional|Do R7
Roma, 4 out (EFE).- A Junta para as Eleições e a Imunidade do Senado italiano votou nesta sexta-feira a favor da retirada da cadeira do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, após a condenação fixada definitivamente de 4 anos de prisão por fraude fiscal ditada pela Corte Suprema em 1 de agosto. Esta comissão parlamentar encarregada de opinar sobre a idoneidade dos senadores para o cargo deu, por maioria de seus membros, um novo passo para a expulsão de Berlusconi do Senado, uma decisão que deverá ser ratificada de modo definitivo pelo plenário em uma data não definida. Após a votação realizada a portas fechadas, o presidente da comissão parlamentar, Dario Stefano, disse à imprensa que esta decisão foi adotada em um "clima de absoluta concentração", apesar de não precisar o número de senadores que votaram a favor e contra. "Soubemos manter dentro da Junta uma atitude vinculada com um sincero debate entre as distintas teses", indicou Stefano, que explicou que agora redigirá um auto com a justificativa desta decisão que será apresentada ao presidente do Senado, Pietro Grasso, para que seja fixada a data da votação no plenário. Esta decisão acontece depois da audiência pública realizada hoje mesmo no Senado, à qual Berlusconi não apareceu para se defender ao considerar a sentença do caso Mediaset, pelo qual foi condenado em 1 de agosto, como política e totalmente injusta, pois assegura que não existem provas de que foi cometido algum delito. Além disso, o partido de Berlusconi denunciou hoje que Vito Crimi, senador do Movimento 5 Estrelas do comediante Beppe Grillo, postou no Facebook durante a deliberação coisas "vulgares e ofensivas" contra Berlusconi, violando o regulamento, por isso foi pedido a suspensão do processo. Em comunicado, o presidente do Senado anunciou que a questão será averiguada, algo que pode ter consequências para a decisão desta sexta-feira da Junta se finalmente for confirmado que o senador Crimi violou o regulamento durante o processo. Em 18 de setembro, a Junta para as Eleições e a Imunidade do Senado já rejeitou a legitimidade da cadeira de Berlusconi que seu partido tinha exposto, o conservador Povo da Liberdade (PDL), permitindo que o processo prosseguisse. O PDL tinha pedido, entre outras coisas, que o processo fosse detido e pedisse uma sentença sobre a "lei Severino" ao Tribunal Constitucional italiano e à Corte de Justiça da União Europeia de Luxemburgo, para que, no caso desta última, decida se a norma transgride ou não o direito comunitário. O plenário do Senado deve decidir agora se ratifica a decisão da Junta de aplicar a Berlusconi a chamada "lei Severino", aprovada em dezembro passado pelo Executivo de Mario Monti e que estabelece a impossibilidade de concorrer a eleições ou a expulsão do Parlamento de pessoas condenadas fixado definitivamente a penas superiores a dois anos de prisão.EFE mcs/ff (foto)













