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Boeing B-52 Stratofortress: como é o avião de guerra que caiu e deixou oito mortos nos EUA

Queda da aeronave ocorreu pouco depois da decolagem da Base Aérea de Edwards, a nordeste de Los Angeles

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Boeing B-52 Stratofortress, bombardeiro da Força Aérea dos EUA, caiu durante uma missão de teste, resultando em oito mortes.
  • O B-52 é uma aeronave desenvolvida durante a Guerra Fria, capaz de transportar armamentos convencionais e nucleares, com grande autonomia e capacidade de carga.
  • O acidente ocorreu pouco após a decolagem da Base Aérea de Edwards, e todas as operações na base foram temporariamente suspensas.
  • Uma investigação está em andamento para determinar as causas do acidente, sendo o primeiro incidente fatal envolvendo um B-52 desde 2008.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Boeing B-52 é uma das principais aeronaves da Força Aérea americana Reprodução/Boeing

O Boeing B-52 Stratofortress, bombardeiro que caiu na segunda-feira (15) nos Estados Unidos e deixou oito mortos, é uma das principais aeronaves da Força Aérea americana. Desenvolvido durante a Guerra Fria para missões de longo alcance, o modelo pode transportar armamentos convencionais e nucleares.

Fabricado pela Boeing, o B-52 realizou seu primeiro voo em 1952 e entrou oficialmente em operação em 1955. A versão atualmente utilizada pelos EUA, o B-52H, começou a operar em 1961 e permanece ativa graças a sucessivos programas de modernização que atualizaram sistemas de navegação, comunicação, armamentos e eletrônica de bordo.


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As dimensões da aeronave impressionam. O bombardeiro tem 48,6 metros de comprimento, 56,4 metros de envergadura e 12,4 metros de altura. Seu peso máximo de decolagem ultrapassa 221 toneladas.

O B-52 é equipado com oito motores turbofan Pratt & Whitney TF33, instalados em pares sob as asas. Juntos, eles permitem que a aeronave alcance velocidades de até 1.046 km/h e opere a altitudes de até 15,2 mil metros.


Um dos principais diferenciais do modelo é sua autonomia. Com capacidade para transportar mais de 141 toneladas de combustível e realizar reabastecimento em voo, o bombardeiro pode cumprir missões intercontinentais e permanecer longos períodos no ar. Segundo a Força Aérea dos EUA, essa característica permite que a aeronave projete poder militar praticamente em qualquer região do planeta.

A capacidade de carga também está entre os pontos fortes do B-52. O avião consegue transportar cerca de 31,7 toneladas de armamentos, incluindo bombas convencionais, munições guiadas de precisão, minas, mísseis de cruzeiro e armas nucleares. Ao longo das décadas, a aeronave foi adaptada para empregar novos sistemas de armas e continuar relevante diante das mudanças tecnológicas no campo de batalha.


A tripulação do B-52H é composta por cinco militares: comandante da aeronave, piloto, navegador, navegador de radar e oficial de guerra eletrônica. Apesar dos avanços em automação, a aeronave continua dependendo de uma equipe especializada para conduzir missões complexas de longa duração.

O modelo participou de alguns dos principais conflitos envolvendo os Estados Unidos nas últimas décadas. O bombardeiro foi utilizado na Guerra do Vietnã, na Guerra do Golfo, nas operações no Afeganistão e no Iraque, além de missões mais recentes no Oriente Médio. Sua combinação de alcance, capacidade de carga e disponibilidade operacional faz com que continue sendo uma das principais plataformas de ataque estratégico do arsenal americano.


Embora tenha deixado de ser produzido em 1962, após a fabricação de 744 unidades, o B-52 segue desempenhando papel central na estratégia militar dos EUA. Atualmente, a Força Aérea americana opera 76 aeronaves do modelo e investe bilhões de dólares em programas de modernização para mantê-las em serviço por pelo menos mais duas décadas.

Estudos da própria Força Aérea indicam que a frota poderá permanecer operacional além de 2040. Para isso, os aviões estão passando por atualizações estruturais e receberão novos motores, em um dos maiores programas de modernização já realizados no modelo.

O que se sabe sobre o acidente

A queda do B-52 ocorreu pouco depois da decolagem da Base Aérea de Edwards, a nordeste de Los Angeles, informou a administração da base.

Segundo autoridades militares, o B-52 Stratofortress realizava uma missão de teste de rotina e havia decolado às 11h20 (horário local). As informações preliminares indicam que não houve sobreviventes.

Equipes de emergência foram mobilizadas imediatamente para atender à ocorrência. Após o acidente, o aeródromo foi fechado temporariamente. Voos com destino à base passaram a ser desviados e o acesso de visitantes não comerciais foi suspenso por tempo indeterminado. Uma investigação vai determinar as causas do acidente.

Antes da tragédia de segunda-feira, o acidente fatal mais recente envolvendo um B-52 havia ocorrido em 2008. Na ocasião, seis militares morreram quando um bombardeiro do mesmo modelo caiu no Oceano Pacífico, próximo à ilha de Guam, durante os preparativos para uma apresentação aérea.

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