Como eleição na Hungria pode pôr fim à era Orbán e mudar relações em toda a Europa
Eleição deste domingo (12) pode consagrar Péter Magyar como primeiro-ministro e encerrar 16 anos de Viktor Orbán no poder
Internacional|Do R7
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As eleições legislativas deste domingo (12) na Hungria são consideradas uma das mais importantes da Europa nos últimos anos. O primeiro-ministro, Viktor Orbán, tenta a reeleição. Pesquisas de intenção de voto apontam, no entanto, favoritismo de seu principal adversário: Péter Magyar.
No poder há 16 anos, uma eventual derrota de Orbán pode provocar mudanças significativas em todo o continente, incluindo reflexos na relação do país com a União Europeia (UE) e na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
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O futuro de Orbán será definido pelos eleitores, que vão escolher os 199 deputados da Assembleia Nacional. Os parlamentares serão responsáveis, posteriormente, por indicar o primeiro-ministro. Em caso de derrota de Orbán, analistas avaliam que a União Europeia tende a reagir com alívio, diante das recorrentes divergências com Budapeste.
À frente do governo, Orbán se consolidou como um dos críticos mais contundentes dentro do bloco. O líder húngaro costuma acusar Bruxelas de interferir em assuntos internos e de impor diretrizes que, segundo ele, colocam em risco a soberania dos Estados-membros, incluindo as relacionadas às políticas migratórias. As tensões já levaram a Comissão Europeia a congelar cerca de 17,4 bilhões de euros em repasses destinados à Hungria.
Orbán, ao contrário da maioria dos líderes europeus, também é um dos principais aliados do presidente russo, Vladimir Putin. Desde o início da guerra na Ucrânia, o húngaro vem criticando o governo ucraniano e adotou uma postura mais cética em relação às sanções da UE contra a Rússia, gerando impasses entre os países-membros. Um novo governo, por sua vez, poderia abrir caminho para Budapeste se alinhar às decisões conjuntas da UE.
Confronto com ex-aliado de Orbán
Analistas avaliam que uma eventual saída de Viktor Orbán poderia levar a uma reorganização da direita mais conservadora na Europa. Ainda assim, a leitura predominante é de que, independentemente do resultado, essas forças políticas devem manter relevância no continente.
Como exemplo disso, Orbán enfrenta como principal adversário o direitista Péter Magyar, um ex-aliado.
Líder do partido Tisza, sigla que aparece como favorita nas pesquisas de intenção de voto, Magyar tem 45 anos e é um dos principais nomes da oposição húngara.
A ascensão do adversário do atual premiê ocorre em meio à inflação alta e pressão sobre o custo de vida na Hungria. Pró-União Europeia, Magyar defende uma guinada política e mudanças no sistema político implementado por Orbán.
Em cerca de um ano, sua popularidade cresceu de forma expressiva — especialmente entre eleitores conservadores e de áreas rurais — mesmo em meio a polêmicas, como as acusações de violência doméstica feitas por Judit Varga, sua ex-mulher e ex-ministra da Justiça.
Segundo uma pesquisa da Idea Institute, divulgada pela agência Reuters na quinta-feira (9), o Tisza aparecia com 39% das intenções de votos entre os eleitores, contra 30% do Fidesz. A diferença é de aproximadamente 9 pontos percentuais.
Cerca de 21% dos entrevistados disseram que ainda não haviam decidido em quem votar. Ao todo, 1.500 pessoas foram consultadas pelo levantamento.
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