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Comunidade judaica argentina desmente vinculação com fundos especulativos

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 20 abr (EFE).- A Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia) desmentiu nesta segunda-feira que a comunidade judaica e o falecido promotor Alberto Nisman tivessem relações com os fundos especulativos em litígio pela dívida argentina, uma resposta às acusações feitas ontem pela presidente Cristina Kirchner. "É parte de uma campanha que não é casual, é parte do 'mente, mente que algo ficará'", afirmou hoje o vice-presidente da Daia, Waldo Wolff, em entrevista para a "Rádio Mitre". Wolff classificou como uma "barbaridade" o artigo publicado neste fim de semana pelo jornal governista "Página 12", repercutido ontem pela presidente em um texto publicado em seu site. Segundo o artigo, Nisman supostamente tinha oferecido à comunidade judaica argentina o apoio do magnata americano Paul Singer, proprietário do fundo especulativo NML Capital. Singer é um dos mentores da denúncia para a cobrança integral da dívida argentina em moratória desde 2001, que obteve decisão propícia nos tribunais de Nova York. O texto, assinado por Jorge Elbaum, ex-diretor-executivo da Daia, são descritas supostas reuniões mantidas entre Nisman e dirigentes da comunidade judaica para impedir o memorando de entendimento assinado em 2013 entre Argentina e o Irã para esclarecer o atentado contra a instituição judia Amia, que deixou 85 mortos em 1994. "Se for necessário, Paul Singer vai nos ajudar", teria dito Nisman, segundo aspas do artigo reproduzidas por Cristina em seu site. Wolff disse que o texto é "baseado em artigo de um ex-funcionário que hoje é empregado do governo e que conta mentiras". O vice-presidente da Daia explicou que a comunidade judaica questionou o memorando por "canais constitucionais". "Nunca um presidente tinha de apegado a um artigo de procedência duvidosa. Não temos que dar resposta, infelizmente somos as vítimas", acrescentou. Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça, em sua casa, em passado 18 de janeiro, quatro dias após ter denunciado Cristina e vários de seus colaboradores por suposto acobertamento dos iranianos suspeitos de planejarem o atentado contra a Amia, que segue impune. Segundo o relatório de Nisman, as negociações do governo argentino e o Irã se materializaram no memorando de entendimento assinado em 2013 entre ambos os países. O acordo foi aprovado pelo Congresso argentino mas se encontra suspenso depois que a comunidade judaica o denunciou por inconstitucionalidade. A justiça ainda irá se pronunciar definitivamente sobre o caso. Além disso, o Irã nunca ratificou o memorando. EFE ngp/dk

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