Conflito entre islamitas na Síria deixa 1.069 mortos nas últimas 2 semanas
Internacional|Do R7
Beirute, 16 jan (EFE).- Pelo menos 1.069 pessoas morreram nos últimos 13 dias em choques entre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupo vinculado à Al Qaeda, e rebeldes de facções islâmicas no norte da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. O grupo disse que contou as vítimas desde o início dos confrontos, em 3 de janeiro, até a meia-noite passada nas províncias de Aleppo, Idlib, Al Raqa, Deir al Zur, Homs e Hama, na parte norte do país. A maior parte dos mortos foi registrada nas fileiras de quem se opõem ao Estado Islâmico, onde pelo menos 608 combatentes perderam a vida, dos quais 113 foram executados pelos jihadistas. Por sua vez, pelo menos 312 extremistas morreram, dos quais 56 foram executados por seus oponentes. Também, houve pelo menos 130 civis mortos: 21 executados pelo Estado Islâmico e os outros mortos em atentados com carros-bomba e pelo fogo cruzado nos combates. Entre estas vítimas civis, há também um número indeterminado de pessoas que foram executadas pelos rebeldes islamitas, acusadas de ajudar os radicais vinculados à Al Qaeda. O Observatório acrescentou que os corpos de 19 homens não identificados foram achados no quartel-general do Estado Islâmico na cidade de Aleppo, que foi tomado na semana passada por seus adversários. No dia 3 de janeiro, os rebeldes da Frente Islâmica, a maior aliança opositora islamita, o Exército Livre Sírio e o Exército dos Mujahedins lançaram uma ofensiva em várias províncias do norte do país, para expulsar o Estado Islâmico, a quem acusam de ter cometido violações contra o povo, como assassinatos e sequestros. Na última semana, os jihadistas consolidaram suas posições ao recuperar o controle de seu principal reduto, Al Raqa, e tomar quase 20 localidades nos arredores de Aleppo, embora tenham recuado da cidade, a maior do norte da Síria, no dia 8 de janeiro. EFE ssa/ma












