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Confrontos entre exército e rebeldes na Síria deixam 25 mortos 

Os números são do Observatório Sírio de Direitos Humanos. A ONG apontou que entre os mortos há 14 membros do exército e 9 opositores

Internacional|Da EFE

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Ao menos um civil perdeu a vida durante o embate
Ao menos um civil perdeu a vida durante o embate

Novos combates entre as forças governamentais da Síria e facções opositoras rebeldes no norte do país, onde o exército e seus aliados conquistaram várias localidades nos últimos dias, deixaram pelo menos 25 combatentes mortos, informou neste sábado (11) o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG apontou que entre os mortos há 14 membros do exército sírio e combatentes leais a Damasco de outras nacionalidades, assim como nove integrantes de grupos armados opositores, incluída a Frente de Libertação do Levante (ex-filial síria da Al Qaeda).


A ONG acrescentou que violentos combates prosseguem desde a manhã deste sábado na região de Sahl al Ghab, na província de Hama, e que as forças leais ao presidente Bashar al Assad conseguiram avançar sobre seus adversários e conquistar uma nova população, além de recuperar o controle de outras.

Por sua vez, a Frente Nacional de Libertação, que agrupa facções que operam sob o respaldo do rebelde Exército Livre Sírio, divulgou através da rede de mensagem Telegram imagens e comunicados que detalham suas operações contra o exército sírio, em que assegura ter atacado com diferentes tipos de armas pesadas e ter provocado baixas em suas fileiras.


Os confrontos armados estão acompanhados de intensos bombardeios das aviações síria e russa, e de ataques de artilharia contra as zonas controladas ou nas quais há presença de grupos insurgentes, segundo o Observatório.

A ONG destacou que um civil perdeu a vida pelo impacto de um míssil na província de Aleppo, vizinha à de Hama.


Por sua vez, a agência oficial de notícias sírias "Sana" afirmou que as unidades militares prosseguem com suas operações militares contra os "grupos terroristas" no norte de Hama e no sul de Idlib, última província do país que é controlada quase totalmente pelos insurgentes.

A agência afirmou que o exército provocou mortes e feridos nas fileiras dos terroristas, sem citar números, e lançou bombardeios contra "sedes da Frente al Nusra", antiga denominação da filial da Al Qaeda até que se separou da organização matriz.


As tropas sírias e milícias aliadas, apoiadas pela aviação de Moscou, redobraram seus ataques nos passados dias em Hama e Idlib, além de outras zonas próximas, todas elas incluídas em um acordo russo-turco para diminuir as hostilidades entre os dois grupos.

O pacto foi selado em setembro pela Rússia e pela Turquia (valedora da oposição), mas está indo por "água abaixo" desde o começo de abril, quando a violência aumentou, atingido o ápice no dia 30 deste mês até atualmente, período no qual faleceram 108 civis e 181 combatentes.

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