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Confrontos na capital do Egito deixam dezenas de pessoas feridas durante manifestação

Choques durante protestos nas últimas semanas causaram mais de 50 mortos e 1000 de feridos

Internacional|Do R7

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Nesta segunda-feira (11), manifestantes celebraram o segundo aniversário da queda do ex-presidente Hosni Mubarak
Nesta segunda-feira (11), manifestantes celebraram o segundo aniversário da queda do ex-presidente Hosni Mubarak

Dezenas de pessoas ficaram feridas nesta segunda-feira (11) quando as forças de segurança dispersaram milhares de manifestantes concentrados em frente ao Palácio Presidencial do Cairo, com jatos de água e gás lacrimogêneo.

A polícia e a guarda republicana reagiram desta forma depois do aumento do número de manifestantes no local, a partir de inúmeras passeatas convocados pelo segundo aniversário da queda do regime de Hosni Mubarak, informou uma fonte policial à Agência Efe.

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A partir daí, foram utilizados os jatos de água contra os manifestantes, que responderam lançando pedras. Com o início dos primeiros enfrentamentos, a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo, lançadas de seis veículos blindados.

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Segundo esta fonte policial, centenas de soldados da Segurança Central estão nestes equipamentos, esperando o momento de intervir. Várias ambulâncias também já se dirigiram ao local.

De acordo com a versão do Ministério do Interior, as passeatas, eram pacíficas, a princípio, mas uma minoria começou as retirar as grades que cercavam o palácio e começaram a jogar pedras contra o prédio.

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Com o aumento da agressividade, as forças de segurança receberam ordem para intervir. A oposição egípcia organizou esta jornada de manifestações, no Cairo e em outras províncias, para comemorar a derrocada de Mubarak e para pedir a renúncia do atual presidente, o islamita Mohammed Mursi.

Com a possibilidade de mais atos violentos, as autoridades intensificaram as medidas de segurança no aeroporto internacional do Cairo e nas imediações do Palácio Presidencial.

Durante o aniversário do começo da revolução, no dia 25 de janeiro, explodiram choques na capital e outras províncias, entre manifestantes e as forças de segurança, que causaram nas últimas semanas mais de 50 mortos e 1000 de feridos. 

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