Confrontos no Egito causam a morte de 43 policiais, diz governo
Internacional|Do R7
Cairo, 14 ago (EFE).- Pelo menos 43 agentes de segurança morreram nesta quarta-feira nos enfrentamento no Egito por causa da ação da polícia contra os acampamentos de protesto dos seguidores do presidente deposto, Mohammed Mursi, afirmou o governo. Em entrevista coletiva, o ministro do Interior egípcio, Mohammed Ibrahim, afirmou que os dois acampamentos no Cairo foram "totalmente desmantelados" e que sete igrejas e 21 delegacias e postos policiais foram atacados por "elementos da Irmandade Muçulmana e seus seguidores". Ibrahim disse que as autoridades "não permitirão nenhum acampamento em nenhuma praça do país, custe o que custar". Em relação à operação contra os acampamentos dos islamitas, contrários ao golpe militar que depôs o presidente Mohammed Mursi, o ministro do Interior divulgou que foram apreendidas muitas armas. Segundo Ibrahim, foram encontrados dez fuzis, 29 escopetas e outras armas na praça de Al Nahda, assim como seis bombas caseiras, 55 coquetéis molotov e mais de 9 mil munições de arma de fogo. Na praça de Rabea al Adauiya, as forças de segurança apreenderam nove fuzis, coletes à prova de bala e outras armas e munições, acrescentou. Ibrahim destacou que supostos islamitas atiraram contra membros de segurança do alto dos edifícios e depois foram detidos por forças especiais que entraram nos prédios. As operações de inspeção continuam nessa área, segundo o ministro, que destacou que um plano foi elaborado para "evitar o derramamento de sangue" e que foi posto em prática quando as autoridades perceberam que continuava a "inflexibilidade, a incitação à violência e os obstáculos aos interesses da população". "Fomos surpreendidos pelos ataques contra delegacias, lugares de culto e sedes do governo", acrescentou Ibrahim, que citou as invasões ao Ministério das Finanças, à sede da justiça da província de Ismailiya e a uma delegacia na cidade de Qerdaza, nos arredores do Cairo, onde morreram dois coronéis e um general. Ibrahim não deu informações sobre a suposta prisão de oito dirigentes da Irmandade Muçulmana e se limitou a dizer que "muitas pessoas" foram detidas em Rabea al Adauiya. O dirigente da Irmandade Muçulmana, Esam al Arian, negou hoje que ele mesmo e outros sete responsáveis do grupo islamita tenham sido detidos, tal como informaram a televisão estatal e fontes de segurança à Agência Efe. De acordo com os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde egípcio, pelo menos 149 pessoas morreram e 1.403 ficaram feridas nos enfrentamentos em várias províncias do país. EFE aj-bds/rpr











