Conselho de Segurança deve examinar relatório de inspetores da ONU, afirmam Merkel e Putin
Cameron diz ao Parlamento que intervenção na Síria "não seria invasão"
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O presidente russo Vladimir Putin e a chanceler alemã Angela Merkel concordaram nesta quinta-feira (29) que o Conselho de Segurança da ONU deve examinar primeiro o relatório elaborado pelos especialistas sobre o suposto uso de armas químicas perto de Damasco, anunciou o Kremlin.
Durante uma conversa por telefone, foi enfatizada "a importância de que o Conselho de Segurança examine o relatório dos inspetores da ONU relativo aos supostos fatos de utilização de armas químicas na Síria", segundo a assessoria da presidência russa em um comunicado.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou hoje em Viena que os especialistas permanecerão no país até a manhã de sábado (31).
— Continuarão a investigação até a manhã de sexta-feira, deixarão a Síria no sábado pela manhã e me apresentarão um relatório.
Os inspetores começaram hoje o terceiro dia de trabalhos. Eles deixaram o hotel em um comboio de seis automóveis da ONU rumo a um local da região de Damasco não divulgado.
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Na quarta-feira (28), os inspetores recolheram amostras de sangue, urina e fios de cabelos das vítimas de Ghuta oriental, ao leste de Damasco, segundo vídeos divulgados por fontes opositoras.
Na segunda-feira (26), os especialistas iniciaram a missão em Muadamiyat al Sham, uma das principais cidades da região, apesar dos tiros, de origem indeterminada, disparados contra o comboio da ONU. No dia seguinte, eles optaram por suspender a jornada de trabalho por problemas de segurança.
Cameron diz que ataque não seria uma "invasão"
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse hoje no Parlamento que uma intervenção militar na Síria não representaria, ao contrário do Iraque, "uma invasão nem assumir uma posição", mas uma resposta ao "horrendo" uso de armas químicas.
Cameron falou aos deputados no começo de uma sessão parlamentar de urgência que votará, por volta das 21h (horário local, 18h em Brasília), sobre o "princípio" de uma intervenção militar em resposta aos supostos ataques com armas químicas do regime sírio, apesar de os parlamentares trabalhistas já terem anunciado que negarão a proposta.
A Câmara dos Comuns, por exigência do Partido Trabalhista, esperará até a sentença dos inspetores da ONU na Síria para se pronunciar em uma segunda votação, em data ainda não determinada, sobre a intervenção direta de Londres no conflito.










