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Conservadores britânicos propõem restringir direito a greve

Internacional|Do R7

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Londres, 10 jan (EFE).- O Partido Conservador do Reino Unido, do primeiro-ministro, David Cameron, propôs neste sábado restringir o direito a greve em seu manifesto para as eleições gerais de maio, com o objetivo de limitar as interrupções nos serviços públicos. Os conservadores propõem que as greves nos serviços de educação, transporte, saúde e de bombeiros só possam acontecer se contarem com o apoio de pelo menos 40% das pessoas com direito a voto nas eleições internas, assim como de maioria dos votantes. O ministro de Transporte, o conservador Patrick McLoughlin, defendeu a legislação ao afirmar que evitaria que "os politizados dirigentes sindicais tomassem o país como refém" com o respaldo de só uma pequena proporção de filiados. "É justo que os direitos dos sindicatos se equilibrem com os dos contribuintes que trabalham duro e dependem de certos serviços públicos essenciais", disse McLoughlin. A Confederação britânica de sindicatos TUC qualificou a proposta de "escândalo democrático", assinalando que praticamente eliminará o direito à greve em um momento em que o governo aplica severos cortes nos serviços públicos. A secretária-geral, Frances O'Grady, criticou que o governo se oponha a introduzir o voto secreto pela internet, o que ajudaria a aumentar a participação dos empregados, que poderiam votar a partir de tablets ou celulares. O dirigente do sindicato geral de trabalhadores GMT, Paul Kenny, lembrou que a imensa maioria dos deputados conservadores no parlamento foram escolhidos em 2010 com muito menos que 40% dos votos em suas respectivas circunscrições eleitorais. Dos 650 deputados de todos os partidos, só 16 alcançaram mais de 40% de apoio do eleitorado. Com base na proposta apresentada hoje, os conservadores querem suspender a proibição imposta aos serviços públicos de utilizarem pessoal de agências de contratação temporária para substituir os grevistas. Também pretendem introduzir a obrigatoriedade de um nível mínimo de serviços para as instituições que se declarem em greve. A porta-voz da patronal britânica CBI, Katja Hall, cumprimentou a proposta conservadora e afirmou que "os greves devem ser o resultado de decisões claras" dos filiados, e considerou "um avanço" permitir a contratação de trabalhadores temporários para substituir os grevistas. EFE jm/cd

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