Continua greve de fome de 12 presos palestinos em Israel
Internacional|Do R7
Jerusalém, 15 mar (EFE).- Permanecem em greve de fome 12 palestinos detidos em prisões israelenses, alguns há mais de 60 dias, para protestar pelas condições de reclusão, informou neste sábado a Sociedade Palestina para os Prisioneiros. Os doze protestam contra o encarceramento e a aplicação por Israel da "detenção administrativa", um polêmico conceito legal que foi duramente criticado por organizações de direitos humanos locais e internacionais. Trata-se de uma regulação que data da época do Mandato Britânico na Palestina (1920-1948) e que permite aos organismos de segurança manter sob detenção uma pessoa durante seis meses sem dar explicações ou revelar de qual delito ela é suspeita. Esses organismos também podem renovar a detenção sucessivamente bastando apresentar ao juiz, não ao suspeito, as razões do encarceramento, geralmente alegando "motivos de segurança". Durante as greves de fome, os presos palestinos costumam permitir que o Serviço Israelense de Prisões (SIP) injete alimentação por via intravenosa para mantê-los com vida. De acordo com o relatório divulgado hoje, um dos presos que declarou greve de fome há 42 dias exige que Israel lhe dê o tratamento legal de "prisioneiro de guerra", e não de um simples criminoso. De acordo com a ONG israelense pelos direitos humanos B'Tselem, em outubro de 2013 eram 140 palestinos sob detenção administrativa em prisões israelenses, um número sete vezes inferior ao de uma década atrás. Por hoje ser "shabat", o dia de descanso dos judeus, o Serviço Israelense de Prisões não respondeu ao relatório da Sociedade Palestina para os Prisioneiros. Segundo as estatísticas de B'Tselem, em janeiro de 2014 havia 4.881 palestinos condenados por delitos de segurança em prisões israelenses, enquanto outros 1.415 foram presos por entrada ilegal no país. EFE elb/cdr










