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Copacabana tem protesto violento após morte em comunidade do bairro

Internacional|Do R7

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Pneus queimados, tiros e muita confusão paralisaram nesta terça-feira o bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, após a morte de um jovem na comunidade do Pavão-Pavãozinho, constatou a AFP no local.

A morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, 25 anos, no morro do Pavão-Pavãozinho, situado entre Copacabana e Ipanema, deflagrou a onda de violência em um dos bairros mais frequentados por turistas que visitam o Rio de Janeiro, a menos de dois meses do início da Copa do Mundo.


"Há fumaça por todos os lados, tiros nas ruas e pessoas correndo para chegar em casa. Vários caminhões do Bope acabam de subir o morro", disse à AFP um estudante que mora na região.

"Cortaram a eletricidade em toda a favela. Não há luz e nem Internet", revelou uma moradora da rua Saint Roman, em Copacabana, bloqueada pela polícia.


Segundo testemunhas, os manifestantes destruíram várias lojas e uma clínica em Ipanema durante os protestos.

Amigos de Douglas - dançarino que atuava no programa "Esquenta" da Rede Globo, apresentado por Regina Casé - revelaram que o jovem foi espancado pela polícia até a morte, após ser confundido com um traficante de drogas.


A polícia informou em um breve comunicado que "as circunstâncias da morte de Douglas Rafael da Silva Pereira estão sendo investigadas" e que o laudo médico "aponta que as escoriações são compatíveis com morte ocasionada por uma queda".

Douglas, que também trabalhava como moto-taxista na comunidade, foi encontrado morto dentro de uma escola, sem marcas de disparos de arma de fogo.


"Equipes da polícia civil já estiveram no local. Testemunhas e moradores da comunidade serão chamados para prestar depoimento", revelaram as autoridades.

O Pavão-Pavãozinho foi "pacificado" em 2009.

lbc/lr

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