Coreia do Norte aceita visita de deputados do Sul ao complexo de Kaesong
Internacional|Do R7
Seul, 24 out (EFE).- A Coreia do Norte aceitou nesta quinta-feira a visita de 24 deputados sul-coreanos ao complexo industrial de Kaesong na próxima semana, em um aparente gesto de abertura que chega num momento marcado pela estagnação nas relações entre as duas Coreias. O governo da Coreia do Norte "respondeu nesta manhã que aceitou nossa proposta e permitirá a entrada ao complexo dos legisladores sul-coreanos" na próxima quarta-feira, dia 30, disse à Agência Efe uma porta-voz do Ministério da Unificação de Seul. Um grupo de 57 funcionários entre deputados, assessores e diretores havia solicitado, na semana passada, autorização a Pyongyang para visitar o Complexo Industrial de Kaesong. Se realmente ocorrer, esta será a primeira visita de deputados do Sul ao complexo conjunto desde que este voltou a abrir suas portas no último dia 16 de setembro, após cinco meses fechado. Os deputados da Assembleia Nacional (Parlamento) de Seul poderão observar em primeira mão o retorno das operações das empresas sul-coreanas em Kaesong, após cinco meses de fechamento. Além disso, está previsto um diálogo direto com os empresários afetados pelo fechamento para ouvir seus pedidos e propostas em relação ao complexo, mas "os detalhes da visita ainda serão negociados", informou a porta-voz do Ministério de Unificação. Os empresários vêm solicitando nos últimos meses que o governo sul-coreano aumente suas medidas de apoio para compensar os prejuízos causados pelo fechamento do polígono industrial, situado no extremo meridional norte-coreano. O complexo de Kaesong, símbolo do entendimento entre as duas Coreias no início da década passada, foi fechado unilateralmente em abril pelo Norte, durante uma dura campanha de hostilidades de Pyongyang a Seul e Washington, em protesta por manobras militares conjuntas dos dois países e pelas sanções da ONU. Após meses de intensas negociações, o parque industrial reabriu suas portas no dia 16 de setembro, onde 123 empresas sul-coreanas fabricam produtos utilizando a mão de obra barata de 54 mil trabalhadores do Norte. EFE aaf/rpr













