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Coreia do Norte convida ONU para visita diante da ameaça de ser levada ao TPI

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 28 out (EFE).- A Coreia do Norte convidou dois representantes das Nações Unidas a visitarem o país para enfraquecer as ameaças da comunidade internacional de leva-la ao Tribunal Penal Internacional (TPI) com acusações de violação dos direitos humanos, informou nesta terça-feira o relator da ONU, Marzouki Darusman. Darusman explicou em um encontro com a imprensa que na segunda-feira teve uma reunião com quatro representantes do regime de Pyongyang, a primeira com um relator das Nações Unidas em uma década. No encontro, os representantes norte-coreanos abriram a possibilidade de a ONU visitar o país, mas pediram que a ideia de levar as acusações de violações dos direitos humanos ao Tribunal Penal Internacional (TPI) seja deixada de lado, segundo o relator. As autoridades convidaram Darusman e o alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, a visitar Pyongyang para que discutam sobre a cooperação com o governo. Durante a reunião, os representantes norte-coreanos pediram que sejam eliminados alguns parágrafos de uma minuta de resolução que está na Assembleia Geral da ONU, entre eles, o que pede que o Conselho de Segurança leve a situação do país ao TPI. Darusman esclareceu hoje que argumentou com seus interlocutores que uma possível visita deve ser totalmente independente dessa resolução, da qual ele não participou da elaboração. A possibilidade de as acusações de violação dos direitos humanos serem levadas ao Tribunal Penal Internacional preocupa a Coreia do Norte, que nas últimas semanas se defendeu das ameaças da comunidade internacional. Para que o caso seja levado ao TPI, é necessária a aprovação do Conselho de Segurança, onde a China poderia utilizar seu poder de veto para barrar a decisão. Este ano, o governo de Pequim já mostrou rejeição à medida depois de um relatório da Comissão de Investigação da ONU que denunciou o regime de Pyongyang por crimes contra a humanidade. Darusman apresentou nesta terça-feira a uma comissão da Assembleia Geral outro texto que reitera as violações dos direitos humanos no país e recomenda que sejam julgadas pelo TPI. EFE mvs/cd/rsd

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