Coreia do Norte mantém fechado complexo industrial de Kaesong
Internacional|Do R7
A Coreia do Norte manteve fechado nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, o complexo industrial de Kaesong, constatou a AFP na fronteira com a Coreia do Sul, em meio a crescente tensão na península coreana.
Ao menos 40 veículos aguardavam para cruzar a fronteira em direção a Kaesong, no lado norte-coreano, quando o serviço de alto-falante anunciou que deveriam retroceder.
No total, 526 sul-coreanos e 421 veículos aguardavam nesta quinta-feira para entrar na Coreia do Norte, informou o ministério da Unificação em Seul.
Na quarta-feira, a Coreia do Norte proibiu o acesso de trabalhadores sul-coreanos ao complexo de Kaesong, aberto em 2004 e que simboliza a cooperação intercoreana, além de fonte essencial de divisas para a Coreia do Norte.
A Coreia do Norte não informou durante quanto tempo manterá o bloqueio, mas precisou que os centenas de sul-coreanos que permanecem em Kaesong estão livres para retornar ao Sul.
A agência sul-coreana Yonhap chegou a anunciar um prazo de 10 dias imposto pela Coreia do Norte para que dirigentes e empregados sul-coreanos abandonassem o complexo de Kaesong, mas a notícia foi desmentida pelo ministério da Unificação.
"A informação é equivocada. As autoridades norte-coreanas pediram apenas a várias empresas de Kaesong que apresentem uma lista de trabalhadores cujo regresso à Coreia do Sul está previsto para antes de 10 de abril", destacou o porta-voz do ministério em Seul.
Em Kaesong trabalham mais de 50 mil norte-coreanos, a maioria para pequenas empresas sul-coreanas que atuam na área manufatureira produzindo roupas, calçados, relógios e utensílios de cozinha, entre outros.
O parque industrial, que conta com pesados investimentos sul-coreanos, até o momento se mantinha em atividade, à margem da crescente crise na península coreana.
A Coreia do Norte intensificou sua retórica agressiva nesta quinta ao advertir que seu Exército recebeu a autorização final para lançar um ataque contra os Estados Unidos, com a possibilidade do uso de armas nucleares.
O Exército advertiu que "o momento de uma explosão (da situação) se aproxima rapidamente" e que uma guerra na península coreana pode eclodir "hoje ou amanhã".
"Os Estados Unidos fariam bem em refletir sobre a grave situação atual", acrescentou, considerando que o voo de bombardeiros B-52 e B-2 americanos sobre a Coreia do Sul são a origem do agravamento da crise.
Em uma rápida reação, a Casa Branca exigiu que a Coreia do Norte pare de fazer ameaças.
"A Coreia do Norte deve parar com suas provocações e se concentrar em respeitar suas obrigações internacionais", disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden.
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