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Coreia do Norte viola sistematicamente direitos humanos da população, diz ONU

Internacional|Do R7

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Genebra, 11 mar (EFE).- As Nações Unidas constataram mais uma vez que as autoridades da Coreia do Norte violam de forma sistemática os direitos humanos básicos da população, é por isso que pretendem estabelecer um mecanismo de investigação estável para documentá-las mais extensamente. Assim pede o relator especial das Nações Unidas para Coreia do Norte, Marzuki Darusman, que apresentou um relatório nesta segunda-feira perante o Conselho de Direitos Humanos. O texto conclui que as violações das leis fundamentais no país asiático são inúmeras e que grande parte da população sofre com elas. Entre todos os abusos documentados, Darusman destaca a vulnerabilidade do direito à alimentação, em particular pelas consequências das políticas de distribuição de alimentos controladas pelo Estado, que provoca imensos níveis de desnutrição. Além disso, o relator critica abertamente o fato de que as autoridades mantêm a restrição imposta à entrada de assistência humanitária internacional para fazer frente "à crise alimentícia endêmica". Outro dos abusos documentados é o extenso uso da tortura e outros tratos ou penas cruéis, desumanos e degradantes, "e em particular as condições desumanas da privação de liberdade". Darusman critica "a detenção arbitrária como forma de perseguição". De acordo com o relator, todo comportamento considerado hostil ou contrário à ideologia oficial do Governo é penalizado. O relator não esquece das amplas e cotidianas "violações dos direitos humanos relacionadas com os acampamentos de prisioneiros". "Temos especial preocupação pelo fato de que a sociedade esteja dividida em três grupos diferenciados que se classificam conforme a lealdade política", afirma. "O lugar que uma pessoa ocupa nesta hierarquia, determina o nível de acesso que terá aos direitos humanos básicos, o que inclui o acesso à alimentação, à saúde, à educação e à liberdade de circulação", acrescenta. Além disso, o relator lamenta que seja aplicada "de forma abusiva" a pena de morte e que as execuções são feitas publicamente. Finalmente, o relator denuncia as desaparições forçadas e o sequestro de cidadãos estrangeiros. Perante esta situação, o relator solicita às instâncias das Nações Unidas que "estabeleçam um mecanismo de investigação com recursos suficientes para documentar com maior detalhe as violações graves, sistemáticas e generalizadas dos direitos humanos que são cometidas no país", muitas delas, qualificadas de "crimes contra a humanidade". EFE mh/ff

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