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Coreia do Norte volta a bloquear acesso a polo industrial

Internacional|Do R7

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Por Ju-min Park

PAJU, Coreia do Sul, 4 Abr (Reuters) - A Coreia do Norte impediu na quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, o acesso de trabalhadores ao seu polo industrial partilhado com a Coreia do Sul, disseram autoridades sul-coreanas.


A KCNA, agência estatal de notícias norte-coreana, voltou a citar ameaças de uma interdição completa do polo industrial, importante fonte de renda para a miserável Coreia do Norte, caso Seul mantenha o que a agência disse serem insultos ao governo de Pyongyang.

O Parque Industrial de Kaesong, um pouco ao norte da fronteira entre as duas Coreias, reúne 123 empresas, a maioria de pequeno porte, que aproveitam a mão de obra do Norte para produzir bens de baixo custo, como roupas. Cerca de 50 mil norte-coreanos trabalham no local.


Empresários sul-coreanos que operam ali entenderam inicialmente que a Coreia do Norte os estava expulsando, o que levou a uma forte queda nos mercados financeiros sul-coreanos.

Mas o ministério sul-coreano da Unificação, que trata das relações com a Coreia do Norte, negou que tenha havido uma expulsão, e explicou que o regime de Pyongyang exigiu ser informado sobre os planos de trabalhadores que desejem deixar a zona ao longo da próxima semana.


A península da Coreia atravessa um dos momentos de maior tensão nas últimas décadas. Pyongyang já ameaçou realizar ataques militares contra os EUA e a Coreia do Sul, em reação a sanções da ONU impostas ao país comunista por causa de um teste de arma nuclear ocorrido em fevereiro.

O Ministério da Unificação havia informado anteriormente que a Coreia do Norte autorizaria 222 trabalhadores sul-coreanos a deixarem Kaesong ao longo da quinta-feira, restando assim 606 funcionários no local, sob o risco de se tornarem reféns num eventual conflito.


A permanência voluntária de tantos sul-coreanos dentro do complexo aparentemente reflete o temor de que, se eles saírem, as fábricas podem ser definitivamente fechadas ou confiscadas.

"É verdade que a maioria das pessoas envolvidas em Kaesong não tem essa sensação de risco urgente para a sua segurança pessoal", disse um executivo que opera no polo industrial, e que pediu anonimato por medo de represálias.

"Esse foi o caso também durante as crises nucleares e a morte (do líder norte-coreano) Kim Jong-il (em 2011). Acho que isso é em parte porque ninguém foi ameaçado antes nem se machucou em nenhum dos casos."

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