Corina Machado diz que diálogo é "indispensável" na Venezuela
Internacional|Do R7
Estrasburgo (França), 15 abr (EFE).- Maria Corina Machado, que teve seu mandado no parlamento da Venezuela cassado, disse nesta terça-feira que é "indispensável" o diálogo em seu país, mas que o governo de Nicolás Maduro "não acredita" em conversas e além disso "fechou todos os meios para a sociedade se expressar". Corina Machado concedeu entrevista coletiva após comparecer ontem à noite na comissão de Relações Exteriores do Parlamento Europeu. A opositora afirmou aos jornalistas em entrevista coletiva que não tem "nenhuma dúvida" de que a repressão aplicada, em sua opinião por Maduro, "é uma ordem que vem de Havana". "Há um objetivo de dividir as forças democráticas na Venezuela que sai diretamente de Cuba", afirmou a opositora. Corina Machado afirmou que contra a repressão "é fundamental que as forças democráticas permaneçam unidas". "Os dirigentes estudantis, os sindicatos, as organizações locais, toda a sociedade civil está unida e é assim que poderemos fazer frente à ameaça a nossa democracia", disse. Machado considerou que "todos os setores democratas, de Henrique Capriles a Antonio Ledesma, apoiam as manifestações pacíficas", assim como "manter a solidariedade internacional". Em seu comparecimento na Eurocâmara, Corina Machado pediu o envio de uma delegação de eurodeputados à Venezuela "para ver de primeira mão a repressão de Nicolás Maduro". A opositora, que relatou a situação "dolorosa" que vive a classe média venezuelana, assinalou que desde as manifestações de fevereiro "a perseguição e as torturas se intensificaram contra os ativistas pacíficos". Corina Machado denunciou que na Venezuela "não existe a separação de poderes nem liberdade de expressão". "Como se chama um regime assim? É uma ditadura", criticou. EFE lmi/dk











