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Corte de apelações rejeita recurso de mexicano condenado à morte nos EUA

Internacional|Do R7

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Huntsville (EUA), 22 jan (EFE).- A Corte de Apelações do Quinto Circuito dos Estados Unidos rejeitou o recurso apresentado pelos advogados do preso mexicano Edgar Tamayo Arias, cuja execução está prevista para esta quarta-feira no estado do Texas. A corte, com sede em Nova Orleans, argumentou que o recurso, apresentado na segunda-feira passada, chegou depois de um "tempo razoável" para ser analisado, motivo pelo qual "negaram a moção". "No entanto emitimos esta opinião o mais rápido possível para permitir a Tamayo ter a capacidade de apresentar seus argumentos para que a Suprema Corte possa rejeitar ou revisar os antecedentes (do caso)", assinala a corte em sua decisão. A defesa de Tamayo Arias depositava uma de suas últimas esperanças de adiar a execução nesta corte de apelações e agora apenas o Supremo americano pode impedir a morte do mexicano nesta quarta-feira. Ontem a corte federal do Distrito Oeste do Texas já havia rejeitado um pedido de suspensão temporária da execução e a Junta de Perdões do estado também negou a solicitação de "clemência" interposta por seus advogados. Enquanto isso, o processo que concluirá com a injeção letal prossegue seu curso na penitenciária estadual do Texas, também chamada Walls Unit, na cidade de Hunstsville. A batalha legal para evitar a morte de Tamayo esteve rodeada de uma intensa polêmica política, na qual participaram os governos mexicano e americano, que pediram às autoridades texanas que adiem a execução para cumprir assim uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ) que exige a revisão do caso. Em 2004, a CIJ ordenou aos Estados Unidos revisar os casos dos condenados à morte cujo direito à notificação consular foi violado, mas o estado do Texas se negou a cumprir essa ordem no caso de Tamayo e de outros dois presos mexicanos, já executados. Atualmente há 13 mexicanos com uma pena de morte no Texas e Tamayo seria o terceiro a ser executado após a decisão da CIJ e o primeiro executado no Texas em 2014. EFE abm/rsd

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