Corte europeia ordena que Espanha liberte militante do ETA
Internacional|Do R7
Por Raquel Castillo
MADRI21 Out (Reuters) - A principal corte europeia de direitos humanos ordenou nesta segunda-feira que a Espanha liberte uma militante separatista basca, por considerar que a prorrogação da prisão foi ilegal, mas vítimas do grupo separatista ETA temem que a medida leve à libertação de dezenas de prisioneiros.
O tribunal, com sede em Estrasburgo, também determinou que o governo espanhol pague 30 mil euros (41 mil dólares) em compensação a Ines del Río, que foi presa em 1989 por seu papel em 23 assassinatos e atentados com carros-bomba desfechados pelo movimento separatista basco.
A libertação de Ines estava prevista para 2008, mas a Justiça prorrogou sua detenção e a de dezenas de outros membros do ETA.
Ao confirmar uma decisão anterior, da qual a Espanha havia apelado, os juízes da Corte Europeia de Direitos Humanos decidiram por esmagadora maioria que os direitos dela foram violados pelas mudanças retroativas de sentença.
"Eu sinto indignação, náusea, raiva, ira com a decisão", disse Enrique González, um membro da polícia da Espanha, que foi ferido quando a célula do ETA em Madri à qual Ines pertencia atacou um ônibus em 1985.
Grupos representando vítimas de violência política pediram ao governo que não cumpra a sentença e não permita que isso estabeleça um precedente.
Ines foi condenada em vários julgamentos por assassinato, tentativa de assassinato e outros crimes. Promotores dizem que ela transportava explosivos, colocava-os em carros e detonava os carros-bomba.
(Reportagem adicional de Gilbert Reilhac, em Estrasburgo, e Clare Kane, em Madrid)












