Cortes de despesa obrigam EUA a liberar centenas de imigrantes ilegais
Internacional|Do R7
Washington, 26 fev (EFE).- As autoridades americanas liberaram "várias centenas" de imigrantes ilegais detidos devido à necessidade de preparar-se para a possibilidade de cortes automáticos no orçamento a partir de março. Segundo informou nesta terça-feira uma porta-voz do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE), a agência federal que administra a detenção de imigrantes ilegais "revisou nas últimas semanas várias centenas de casos e pôs estas pessoas em métodos de supervisão menos custosos". No entanto, apesar de terem escapado do regime de detenção, essas pessoas seguem submissas a procedimentos de expulsão do país e serão mantidas em reclusão as pessoas detidas em centros do ICE por delitos graves. Em comunicado, o Escritório de Imigração e Alfândegas indicou que a revisão destes casos se deve à necessidade de preparar-se para os cortes de US$ 85 bilhões no orçamento federal que começarão a ser aplicados na sexta-feira se o Congresso não atuar para evitar essa situação. "O ICE revisou o número de pessoas detidas para assegurar-se que os níveis se mantêm dentro do orçamento da agência, enquanto continua a incerteza sobre a resolução dos cortes automáticos", ressalta o comunicado. O Escritório de Imigração e Alfândegas mantinha detidos cerca de 32.800 imigrantes ilegais em 250 centros de detenção em todo o país. O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou hoje que a economia e a segurança nacional sofrerão se forem aplicados em três dias os cortes do gasto público previstos para enfrentar o déficit, em discurso no qual enfatizou seus efeitos negativos para o setor militar e de defesa. Os cortes, que chegam a US$ 1,2 trilhão para os próximos 10 anos, provocariam uma redução indiscriminada do orçamento das agências federais, exceto para alguns programas obrigatórios como o Medicaid (de saúde) e os cupons de alimentos. EFE jmr/rsd











