Coulibaly teria dito em vídeo que ataques coordenados buscavam "mais impacto"
Internacional|Do R7
Paris, 11 jan (EFE).- Um homem que assegura ser Amedy Coulibaly reivindicou o assassinato de uma policial municipal na quinta-feira em Paris em nome do Estado Islâmico e disse ter coordenado suas ações com os irmãos Kouachi para ter "mais impacto", em um vídeo divulgado neste domingo na internet. O vídeo, que identifica Coulibaly como "soldado do califado" com o sobrenome de Abu Basir Abdallah al Ifriqi, mostra o autor do sequestro do mercado kosher na sexta-feira, que foi abatido pela polícia, em diferentes momentos junto de armas automáticas enquanto tenta justificar os atentados. A autenticidade do vídeo, de mais de sete minutos, ainda não foi confirmada. Segundo o homem que se identificou como Coulibaly, ele e os irmãos Saïd e Chérif Kouachi formavam "uma equipe" que se sincronizou para iniciar os atentados. "Eles se encarregariam da revista 'Charlie Hebdo' e eu da polícia. Fizemos as coisas um pouco juntos, um pouco separados, para ter mais impacto", assinalou. Além disso, afirma ter jurado lealdade ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr Baghdadi, que classificou como "o califa de todos os muçulmanos". "Ataquem o califa, ataquem o Estado Islâmico; nós lhe atacamos", disse, com aparente tranquilidade, em uma gravação em que aparece vestido de diferentes formas, entre elas uma túnica branca e uma "kufiya", e com o emblema do Estado Islâmico nas costas. Ele chamou os muçulmanos da França a se unirem à jihad e a atacar alvos dentro do país, e questionou como, se as mesquitas estão cheias de jovens, não há mais deles se unindo "para defender o islã". "Fazem vítimas como se não entendessem o que se passa, enquanto sua coalizão, com vocês à cabeça, bombardeia regularmente. Matam civis, combatentes... Por quê? Porque respeitamos a 'sharia'?, insistiu. Em declarações telefônicas ao canal de televisão BFMTV gravadas durante a tomada de reféns de sexta-feira, Coulibaly já tinha afirmado pertencer ao Estado Islâmico e ter coordenado os ataques com os irmãos Kouachi. EFE er/cd













