Criminosos ganham com fechamento de fronteira com a Venezuela, diz Colômbia
Internacional|Do R7
Bogotá, 22 ago (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou neste sábado que o fechamento indefinido da fronteira com a Venezuela, ordenado de forma unilateral por Nicolás Maduro, beneficiará os criminosos, destacando que conversará com o líder venezuelano para tentar solucionar a situação. "Quando há coordenação, os únicos que perdem são os delinquentes. Quando se fecha a fronteira e não há coordenação, os únicos que ganham são os delinquentes", frisou Santos. O presidente colombiano fez as declarações durante um conselho de ministros na cidade de Bucaramanga, no nordeste do país, no qual afirmou que fechar a fronteira não é a melhor resposta para solucionar problemas de segurança na fronteira. Maduro estendeu na noite de ontem, por tempo indeterminado, o fechamento da fronteira com a Colômbia no estado de Táchira. A medida, adotada na quarta-feira inicialmente por 72 horas, foi imposta depois de membros de uma patrulha militar e um civil terem ficado feridos em um enfrentamento com contrabandistas. O líder venezuelano também declarou estado de exceção por 60 dias em cinco municípios de Táchira, que faz limite com o departamento colombiano de Norte Santander, para "restabelecer a ordem, a paz, a tranquilidade, a justiça e uma fronteira verdadeiramente humana". "Qual é a verdadeira razão por trás dessas medidas, dos estados de exceção que decretaram? Nós não sabemos. Se é por questões de segurança, a resposta não deveria ser fechar a fronteira. Deveria ser colaborar bem mais, de forma mais eficaz com as autoridades colombianas porque temos os mesmos interesses", afirmou Santos. O presidente colombiano acrescentou que os governos dos dois países estão "buscando eliminar e tirar do jogo" os grupos criminosos que atuam na fronteira. "Se a razão é de segurança, o que oferecemos é toda a colaboração, como sempre oferecemos, para poder trabalhar juntos contra essas quadrilhas", ressaltou Santos. Após mencionar os "muitos inconvenientes", o "mal-estar" e o "intenso custo econômico de fechar a fronteira", o presidente colombiano mostrou o desejo de encontrar uma solução o mais rápido possível para solucionar o problema. "Ninguém está interessado em estimular ou permitir o contrabando que faz um tremendo dano nos dois lados da fronteira", concluiu. EFE joc/lvl (foto)(vídeo)












