Crise com Coreia do Norte está à beira da guerra, diz Putin
Presidente russo alertou para risco de guerra em larga escala
Internacional|Ansa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu que a crise com a Coreia do Norte está à beira de "um conflito de larga escala". Em um artigo publicado em vários países por ocasião da Cúpula dos BRICS, Putin afirmou que a situação na península coreana "se agravou" e que o problema não será resolvido apenas com sanções ou pressão internacional sobre o regime de Pyongyang.
"Na opinião da Rússia, é errônea e fútil a aposta de conseguir pôr fim ao programa de mísseis nucleares da República Popular Democrática da Coreia apenas através de pressão sobre Pyongyang. É necessário resolver os problemas da região por meio do diálogo direto entre todas as partes envolvidas, sem colocar condições prévias. Provocações, pressão, retórica beligerante e ofensiva levam a um beco sem saída", disse o líder de Moscou.
Putin também informou que a Rússia e a China "criaram um cronograma" comum para a península coreana, o qual "foi projetado para promover a progressiva redução das tensões e favorecer o mecanismo de paz e segurança duradouras".
A Coreia do Norte, há anos, faz testes de mísseis e ameaças contra os Estados Unidos. No entanto, nos últimos meses, as atividades militares de Pyongyang se intensificaram e o regime lançou, nessa semana, um míssil que sobrevoou o território do Japão.
Apesar da Rússia ser adversária política e ideológica dos Estados Unidos desde a Guerra Fria, o governo de Putin demonstra preocupação com as ações da Coreia do Norte, já que podem desencadear uma guerra na região envolvendo grandes potências militares, como China e Japão.
A Coreia do Norte já foi sancionada diversas vezes por países do Ocidente e pelas Nações Unidas, mas não se intimidou em manter suas embições militares. O presidente dos EUA, Donald Trump, também aumentou o tom contra a Coreia do Norte, afirmando que "todas as opções" estão sendo analisadas para conter o país.
Desde o começo do ano, o presidente Kim Jong-Un ordenou que 12 atividades de disparos de mísseis fossem realizados para testar as armas norte-coreanas, aumento a escalada de tensão entre os Estados Unidos e os aliados a Washington. Para o professor de ...
Desde o começo do ano, o presidente Kim Jong-Un ordenou que 12 atividades de disparos de mísseis fossem realizados para testar as armas norte-coreanas, aumento a escalada de tensão entre os Estados Unidos e os aliados a Washington. Para o professor de Relações Internacionais da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) Emmanuel de Oliveira Jr, o último teste feito pela Coreia do Norte mostra que ela não está "blefando" sobre seus armamentos. — Até então, acreditava-se muito que a Coreia "blefava" muito em termos de capacidade de mandar um míssil para o Japão ou mesmo para o território americano. Mas pelo ataque de segunda ficou claro que que ela está blefando menos do que se acreditava. A distância entre o discurso e a realidade está menor hoje do que estava na semana passada *Caíque Alencar, do R7




















