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Cristina Kirchner transforma chegada de fragata em ato governista

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 9 jan (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, transformou nesta quarta-feira o retorno da fragata "Libertad", embarcação pertencente à Marinha do país, em uma grande festa governista no balneário de Mar del Plata. Milhares de pessoas, entre militantes kirchneristas, funcionários públicos, familiares da tripulação do navio e turistas, participaram da cerimônia de boas-vindas à embarcação, retida durante mais de dois meses em um porto de Gana por conta do processo apresentado por um fundo especulativo para exigir que a Argentina pague uma dívida. A festa, que não contou com dirigentes de oposição, teve aviões acrobáticos, música e fogos de artifício. Depois, Cristina subiu à fragata para saudar pessoalmente sua tripulação e lançou uma enérgica mensagem contra os fundos especulativos, chamados de "verdadeiros depredadores sociais". "Somos um Governo acostumado a sofrer pressões externas, internas e planetárias. Vamos seguir resistindo, já que através da força e da extorsão não vamos conseguir nada", apontou a presidente, interrompida várias vezes pelos gritos de "pátria sim, colônia não". Enquanto se desenvolvia a cerimônia oficial, grupos da oposição protagonizaram na zona portuária de Mar Del Plata o primeiro protesto do ano contra o Governo de Cristina. A aproximação da fragata ao porto de Mar del Plata se prolongou durante várias horas com um percurso paralelo à costa para facilitar a visão das milhares de pessoas que aguardavam sua passagem nas diferentes praias do balneário. O navio partiu de Gana em 19 de dezembro, depois que o Tribunal do Mar, com sede em Hamburgo (Alemanha), ordenou sua "imediata libertação" e o fim de um conflito iniciado em 2 de outubro, quando um juiz ganês aceitou o processo de embargo interposto pelo fundo especulativo NML. O fundo reivindicava ao Estado argentino o pagamento de uma dívida de US$ 284 milhões mais juros por conta de bônus soberanos que entraram em moratória no fim de 2001, em meio a uma severa crise econômica. EFE mar/pa (foto)

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