Cristina Kirchner vincula polícia com violentos saques dos últimos dias
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 13 dez (EFE).- A presidente argentina, Cristina Kirchner, vinculou a polícia com os violentos saques que sacudiram o país durante os últimos dias e a acusou de "organizar a delinquência para roubar pessoas e lojas, instalando medo e terror". "Com que fim. Me parece que os fatos se explicam sozinhos e os personagens políticos que apareceram também", escreveu Cristina nesta sexta-feira em sua conta no Twitter. Nos tweets de hoje, Cristina, que viajou pela primeira vez desde sua operação a Santa Cruz, no sul do país, para passar o fim de semana em família, se refere à descoberta de eletrodomésticos saqueados na casa de um policial na província de Entre Ríos. Também resume a reunião que realizou na quinta-feira em sua residência oficial de Olivos com uma comitiva da Conferência Episcopal Argentina (CEA) e a Federação de Igrejas Evangélicas, na qual trataram os graves incidentes dos últimos dias. Cristina destacou que o presidente da CEA, José María Arancedo, disse que "a polícia não pode deixar os cidadãs órfãos". "Me permito acrescentar: também não pode organizar a delinquência para roubar pessoas e lojas, instalando medo e terror", ressalta o governante em um tweet. Os protestos policiais começaram no último dia 3 de dezembro na cidade de Córdoba, onde dezenas de pessoas aproveitaram a ausência de policiais nas ruas para saquear lojas, e nos dias posteriores se replicaram em outras províncias, com fatos violentos que deixaram como saldo 11 mortos. Nas únicas três províncias onde ainda persistiam as reivindicações salariais, Salta, La Pampa e Mendoza, o conflito cedeu hoje depois que os policiais aceitassem os aumentos definidos pelos governos locais. Os aumentos conseguidos pelos policiais provinciais em diferentes pontos do país chegam em alguns casos a 50%. O governo argentino resolveu hoje recompensar economicamente as forças de segurança federais, em reconhecimento a seu trabalho para restabelecer a ordem após os violentos saques. EFE ajs/rsd











