Cuba não condiciona reatamento com os EUA com saída de lista terrorista
Internacional|Do R7
Washington, 27 fev (EFE).- O governo de Cuba disse nesta sexta-feira que, embora reivindique sua saída da lista de países patrocinadores do terrorismo elaborada por Washington, não considera uma "pré-condição" para retomar as relações bilaterais com os Estados Unidos. "Não estabelecemos relações entre a reabertura de embaixadas e a eliminação (de Cuba) da lista de patrocinadores do terrorismo", afirmou a diretora geral para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal, ao término da segunda rodada de negociações em Washington. "O que dissemos é que é importante que este assunto seja resolvido ao longo do processo de restabelecimento das relações", acrescentou Vidal. Cuba reivindica há anos sua saída da lista de Estados patrocinadores do terrorismo elaborada anualmente pelo Departamento de Estado dos EUA, onde aparece desde 1982 e que representa a imposição de sanções como a proibição da venda de armas, da ajuda econômica e restrições às transações financeiras. "Para nós, de um ponto de vista moral e ético, é muito importante resolver este assunto de modo que, quando restabeleçamos as relações entre os dois países, estejamos abrindo passagem a uma verdadeira etapa nova nas relações, com bases sólidas", comentou Vidal. "Seria difícil para Cuba dizer que estamos restabelecendo as relações se continuarmos nessa lista, à qual acreditamos que nunca pertencemos", completou Vidal. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse hoje que a delegação americana nas conversas com Cuba não negociará a possibilidade de tirar a ilha da lista de países patrocinadores do terrorismo, porque esse processo deve ser resolvido separadamente. O processo de retirada requer uma notificação formal do presidente Barack Obama ao Congresso, que tem a partir de então 45 dias para estudar a iniciativa. Antes de chegar a essa notificação, os EUA devem chegar à conclusão que "durante os últimos seis meses, o país em questão não se envolveu no apoio, assistência ou cumplicidade de atos terroristas internacionais", explicou Kerry. Além disso, é necessário contar com um compromisso do governo em questão que não tem intenção de envolver-se ou apoiar o terrorismo no futuro. A razão para os EUA manter Cuba até agora na lista - na qual divide espaço com Irã, Sudão e Síria - é sua suposta amparada de membros da organização terrorista basca ETA e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além de alguns fugitivos da Justiça americana. EFE llb/rsd (foto)













