Cuba se prepara para comemorar aniversário de 87 anos de Fidel Castro
Internacional|Do R7
Havana, 12 ago (EFE).- Um concerto, a apresentação de um livro e a inauguração de uma exposição fotográfica são algumas das atividades com as quais Cuba celebrará amanhã, terça-feira, o 87º aniversário do líder revolucionário Fidel Castro. Não está previsto que Fidel, que, segundo algumas pessoas próximas, está dedicado a estudos e pesquisas sobre biologia, participe das celebrações. Nos últimos anos, o líder da revolução cubana passou o dia 13 de agosto afastado das câmeras, enquanto eram realizadas atividades em sua homenagem em todo o país. A Academia Nacional de Canto Mariana de Gonitch oferecerá amanhã um concerto dedicado a ele e será apresentado o livro "Fidel Castro, soldado de las ideas. Tecnologías y medios de comunicación. Selección temática 1959-2011", de Omar Pérez. Além disso, está prevista a inauguração da exposição "O Fidel que conhecemos", dos fotógrafos Osvaldo Salas, Liborio Noval, Roberto Salas, Pablo Caballero e Alex Castro. Este é o oitavo aniversário de Fidel Castro desde que uma doença intestinal o levou a deixar a presidência em 2006 e, desde então, só aparece esporadicamente em atos públicos. Fidel Castro é "um velho com a cabeça fresca" que tem "dificuldades para movimentar-se", descreveu o líder uruguaio, José Mujica, após ter se reunido com ele em Havana no final de julho. Castro está "muito motivado com o trabalho de pesquisa e de experimentação biológica, de materiais oxidantes, vitamínicos, proteicos e fundamentalmente plantas de origem tropical que podem servir para substituir os grãos na dieta animal", declarou Mujica ao jornal uruguaio "La República". Nas últimas imagens divulgadas na imprensa, o ex-presidente apareceu usando chapéu de camponês e atento às plantações de amoreiras e moringas, cujo cultivo recomendou em vários artigos por suas propriedades alimentícias. Sua última aparição pública aconteceu no último mês de abril, quando inaugurou uma escola em Havana, e desse mês é também a data do último artigo da série de "Reflexões" começou a publicar durante a convalescença de sua doença. No último mês de fevereiro, quando foram realizadas eleições gerais na ilha, votou em um colégio de Havana e nesse mesmo mês assistiu a uma sessão da Assembleia Nacional. Na última de suas "Reflexões", em abril, o ex-mandatário pediu que Estados Unidos e Coreia do Norte evitem uma guerra nuclear que afetaria, segundo sua opinião, "mais de 70% da população do planeta". Foi um artigo divulgado em plena tensão entre os países e nele Castro alertou que existia "um dos mais graves riscos de guerra nuclear depois da crise de outubro de 1962 em torno de Cuba". Em julho, em coincidência com o 60º aniversário do início da revolução cubana, Fidel denunciou em carta uma tentativa de "caluniar" esse processo, em aparente alusão ao caso do navio norte-coreano retido no Panamá no qual se encontrou material bélico procedente de Cuba. Sem mencionar expressamente em seu texto o episódio do navio, Fidel Castro garantiu que Cuba está "contra todas as armas nucleares" e acrescentou que "nenhuma nação, grande ou pequena, deve possuir esse instrumento de extermínio, capaz de pôr fim à existência humana no planeta". EFE mb/rsd











